Davood Soharabi, de 30 anos, estava em coma desde 7 de janeiro; família denuncia pressão do regime para vinculá-lo à milícia Basij e diz que autoridades tentam “apresentá-lo como mártir”
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GERADO EM: 26/02/2026 - 14:59
Morte de fisiculturista iraniano gera comoção e vigilância estatal
O fisiculturista iraniano Davood Soharabi, conhecido como "Brad Pitt do Irã", faleceu 50 dias após ser baleado no olho em protestos contra o regime. Aos 30 anos, ele estava em coma desde 7 de janeiro. A família relata pressões do governo para ligá-lo à milícia Basij e apresentá-lo como mártir. O funeral foi monitorado por autoridades, e a cerimônia destacou-se das habituais. A morte gerou comoção nas redes sociais.
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O fisiculturista iraniano Davood Soharabi, de 30 anos, conhecido nas redes sociais como o “Brad Pitt do Irã”, morreu 50 dias após ser baleado no olho durante protestos contra o regime no país. Ele estava internado em estado crítico desde 7 de janeiro, quando foi atingido durante uma manifestação.
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Levado às pressas para um hospital, Davood passou por cirurgia para a retirada de um dos olhos, mas entrou em coma pouco depois. Sem apresentar melhora ao longo de quase dois meses, ele morreu na quinta-feira.
Duas horas antes de ser baleado, ele comemorava a conquista de uma medalha de prata em uma competição de fisiculturismo.
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Após a confirmação da morte, o irmão de Davood revelou nas redes sociais que a mãe deles havia sido hospitalizada após sofrer um colapso emocional. Minutos depois, a publicação foi apagada e a conta saiu do ar. Segundo relatos, a família estaria sob vigilância rigorosa do governo iraniano.
De acordo com informações divulgadas por fontes locais, autoridades têm pressionado repetidamente os parentes para que declarem que Davood era membro da Basij, milícia paramilitar voluntária ligada à Guarda Revolucionária Islâmica. Uma fonte afirmou que agentes estariam tentando “apresentá-lo como mártir”.
O funeral foi realizado na quarta-feira, em Teerã, com a presença de numerosos integrantes da Basij e agentes de inteligência à paisana. Um participante afirmou que a cerimônia destoou das realizadas para outras vítimas dos protestos.
“Ao contrário dos enterros habituais de outras vítimas, que normalmente são apressados e duram apenas alguns minutos, esta cerimônia durou cerca de três horas”, disse. “Tanto a organização quanto os elogios foram diferentes do padrão, e a cerimônia prolongada foi realizada especificamente para se apropriar do nome dele.”
Davood deixa os pais, o irmão e a namorada, que, segundo relatos, autorizaram a doação de seus órgãos. Nas redes sociais, seguidores prestaram homenagens ao jovem. “Que jovem bonito. Que Deus o abençoe e à sua família”, escreveu um usuário.
Outro comentou: “De partir o coração! Eles estão massacrando nossos jovens irmãos e irmãs talentosos.”