Cuba se defenderá com 'determinação' perante qualquer 'agressão terrorista', diz líder após incidente com barco registrado nos EUA
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Cuba se defenderá com 'determinação' perante qualquer 'agressão terrorista', diz líder após incidente com barco registrado nos EUA

Confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos

Por AFP — Havana

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    GERADO EM: 26/02/2026 - 11:22

    Cuba promete resposta firme após confronto mortal com barco dos EUA

    O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que Cuba se defenderá com "determinação" contra agressões terroristas após um confronto com uma embarcação registrada nos EUA, resultando em quatro mortos e seis feridos. O incidente acirra tensões com os EUA, que acusam Cuba de ameaçar sua segurança nacional. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, busca mais informações, enquanto investigações são iniciadas nos EUA.

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    O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que seu país se defenderá com "determinação" perante qualquer "agressão terrorista", após um confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos, que deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos. Segundo o regime, houve uma tentativa de infiltração de homens armados com "objetivos terroristas".

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  • “Cuba se defenderá com determinação e firmeza frente a qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu o mandatário no X.

    Também no X, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que "Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais".

    O incidente representa um novo foco nas tensões com os Estados Unidos, que se agravaram desde a captura do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro no início de janeiro por forças americanas e a interrupção dos envios de petróleo de Caracas para Cuba.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que estava reunindo mais informações sobre o caso e que os EUA estão preparados "para responder adequadamente".

    Algumas horas mais tarde, o governo cubano disse que Washington "demonstrou disposição para cooperar" na investigação do incidente.

    — As autoridades do governo dos EUA mostraram-se dispostas a cooperar para esclarecer esses lamentáveis ​​acontecimentos — declarou o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, à imprensa na quinta-feira.

    Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Casa Branca não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime na ilha de 9,6 milhões de habitantes e aplica uma política de máxima pressão sobre Havana. Segundo seu governo, o país comunista, localizado a apenas 150 km da costa da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" à segurança nacional dos EUA.

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  • Alegação de armamentos

    Alegação de armamentos

    De acordo com um comunicado do Ministério do Interior cubano, a lancha neutralizada tinha matrícula da Flórida e "transportava 10 pessoas armadas". "Segundo depoimentos preliminares dos detidos, eles pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas", afirmou.

    O boletim informava que foram encontrados na embarcação "fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados". O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro de Cuba.

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  • De acordo com o Ministério do Interior, uma embarcação da Guarda Costeira se aproximou para solicitar a identificação da tripulação da lancha, que abriu fogo "contra os efetivos cubanos". Os membros do grupo são "cubanos residentes nos Estados Unidos", a maioria dos quais "tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas", afirmou o ministério.

    Além disso, dois dos ocupantes da embarcação constam na lista de pessoas "sujeitas a investigações criminais" e são procurados por "seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática" de "atos terroristas" em Cuba ou em outros países, segundo a nota.

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  • As autoridades da ilha também relataram a prisão de outro cubano que havia viajado anteriormente dos Estados Unidos para facilitar a operação e que confessou "seus atos". O comandante da embarcação cubana também ficou ferido no confronto, informou o governo.

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    O incidente aconteceu no momento em que Marco Rubio participava de uma reunião de cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom) em São Cristóvão e Névis.

    — À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder de forma adequada — declarou o secretário de Estado durante uma entrevista coletiva em Basseterre.

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    O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial. O congressista americano de origem cubana Carlos Giménez exigiu uma investigação sobre as mortes.

    — As autoridades americanas devem determinar se alguma das vítimas era cidadã dos Estados Unidos ou residente legal e estabelecer exatamente o que aconteceu — afirmou. — O regime cubano deve ser relegado ao esquecimento por seus incontáveis crimes contra a Humanidade.

    Na quarta-feira, Washington confirmou que flexibilizou as restrições às exportações de petróleo para Cuba, que sofre com uma grave escassez de combustível, por razões humanitárias. Agora, permitirá que o petróleo venezuelano seja revendido ao setor privado cubano, sob a condição de que as transações beneficiem não o governo, mas "o povo" da ilha.

    Rubio alertou que as restrições a essas importações seriam reimpostas caso Havana violasse o "espírito" dessa flexibilização. Ele também instou Cuba a realizar "reformas drásticas que abram espaço para a liberdade econômica e, finalmente, política do povo cubano; obviamente, os Estados Unidos adorariam ver isso acontecer".

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