Preso em Cabo Frio nesta quinta, bicheiro é acusado de encomendar assassinatos e de integrar a máfia de cigarros
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GERADO EM: 27/02/2026 - 09:55
Audiência de custódia de bicheiro Adilsinho acontece no Rio de Janeiro
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, passará por audiência de custódia nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Considerado um dos criminosos mais procurados, ele foi preso em Cabo Frio após operação conjunta da PF e Polícia Civil, acusado de integrar máfia de cigarros e encomendar assassinatos. A Justiça analisará pedido de transferência para uma penitenciária federal visando garantir segurança.
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O contraventor Adilson Oliveira Coutinho, o Adilsinho, será transferido para um presídio federal, segundo a TV Globo. Ele passará esta tarde por audiência de custódia na 3ª Vara Federal do Rio, no Centro da capital. Considerado um dos criminosos mais procurados do estado, Adilsinho foi preso na manhã de quinta-feira em uma casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A captura foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio (Ficco/RJ), com atuação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, após trabalho de inteligência.
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Na residência, também foi detido um policial militar, apontado por investigadores como integrante da segurança pessoal do contraventor. A operação contou ainda com apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal.
A prisão é apontada como desdobramento direto da Operação Libertatis II, deflagrada pela PF para desarticular uma das maiores estruturas criminosas ligadas ao comércio ilegal de cigarros no estado. Adilsinho é investigado por crimes no Rio e em outras unidades da federação, incluindo homicídios e suspeitas de participação na chamada máfia dos cigarros.
Contra ele havia cinco mandados de prisão em aberto. Segundo as investigações conduzidas pela PF e pela Polícia Civil, o contraventor havia passado o carnaval no Rio e, há pelo menos uma semana, estava na mansão onde foi localizado. Ele já havia escapado de duas tentativas anteriores de captura. Em uma delas, em outubro do ano passado, conseguiu fugir de um cerco policial montado no Itanhangá, na Zona Sudoeste da capital.
A audiência de custódia deverá avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da detenção. O pedido de transferência para outro estado, segundo fontes ligadas à investigação, busca evitar riscos à segurança e possíveis interferências nas apurações em curso.