Justiça Federal mantém prisão de Adilsinho após audiência de custódia
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Justiça Federal mantém prisão de Adilsinho após audiência de custódia

Contraventor, apontado como um dos mais procurados do estado, foi preso em mansão na Região dos Lagos. Ele acabou sendo transferido para um presídio federal, em Brasília

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    GERADO EM: 27/02/2026 - 14:12

    A Justiça Federal confirmou a prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, após audiência de custódia. Conhecido por sua ligação com a máfia de cigarros, Adilsinho foi capturado em Cabo Frio e será transferido para um presídio federal. O PM Diego D’Arribada também foi preso por envolvimento com sua segurança. A operação que levou à prisão é parte da Operação Libertatis II, visada a desmantelar o comércio ilegal de cigarros.

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    O juízo da 3ª Vara Criminal Federal confirmou, nesta sexta-feira, a validade da prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em audiência de custódia realizada no prédio da Justiça Federal, no Centro do Rio. Na mesma oportunidade, também foi confirmada a prisão em flagrante do policial militar Diego D’Arribada Rebello de Lima. Os dois foram presos por policiais civis e federais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, nesta quinta-feira, em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Segundo o RJTV, Adilsinho já foi transferido para uma penitenciária federal, em Brasília, onde está à disposição da Justiça. A informação também foi confirmada por O GLOBO.

    • Contraventor Adilsinho será transferido para outro estado
    • A história de Adilsinho: de filho de bicheiro que jogava futebol a capo 'sanguinário' da contravenção e patrono do Salgueiro

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  • Adilsinho tinha em seu nome cinco mandados de prisão expedidos pelas Justiças Federal e Estadual, por suspeitas de ordenar assassinatos e de envolvimento com a máfia de cigarros. Já o PM, suspeito de integrar a equipe de segurança do bicheiro, foi autuado em flagrante por favorecimento pessoal.

    Em uma outra decisão, a Justiça aceitou um pedido feito pela Polícia Federal para que o contraventor seja transferido para um presídio federal, fora do Rio de Janeiro. A transferência pode acontecer nos próximos dias.

    A prisão do bicheiro, nesta quinta-feira, é apontada como desdobramento direto da Operação Libertatis II, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma das maiores estruturas criminosas ligadas ao comércio ilegal de cigarros no estado. Adilsinho é investigado por crimes no Rio e em outras unidades da federação, incluindo homicídios e suspeitas de participação na chamada máfia dos cigarros.

    • Réu por quatro homicídios, Adilsinho ainda é alvo de investigações por ao menos outros cinco assassinatos e um atentado

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  • Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Civil, o contraventor, considerado o mais procurado do estado, havia passado o carnaval no Rio e, há pelo menos uma semana, estava na mansão onde foi localizado. Ele já havia escapado de duas tentativas anteriores de captura. Em uma delas, em outubro do ano passado, conseguiu fugir de um cerco policial montado no Itanhangá, na Zona Oeste da capital.

    A transferência de Adilsinho para outro estado, solicitada à Justiça pela PF, segundo fontes ligadas à investigação, busca evitar riscos à segurança e possíveis interferências nas apurações em curso.

    Réu em quatro processos por homicídio e organização criminosa, Adilsinho responde formalmente por cinco mortes e é alvo de inquéritos que apuram sua participação em pelo menos outros cinco assassinatos e um atentado. Em todos esses casos ainda em aberto — ligados à máfia do cigarro ou à disputa por pontos do jogo ilegal —, a polícia afirma ter reunido indícios de seu envolvimento, como trocas de mensagens e a participação de integrantes de sua escolta pessoal nas execuções. É o caso do assassinato do policial civil Carlos José Queirós Viana, morto em frente à sua casa, em Niterói, em outubro do ano passado. Cinco pessoas já estão presas pelo homicídio, entre elas um homem apontado na investigação como segurança pessoal de Adilsinho.

    Nesta quinta-feira, o advogado Ricardo Braga, que defende o contraventor, afirmou que seu cliente fazia exercícios ao ar livre, por recomendação médica, quando foi preso por policiais civis e federais. Braga disse ainda que Adilsinho confia na Justiça e nega a autoria de todos os crimes investigados.

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