Desembargador preso tentou 'mitigar gravidade' de acusações contra TH Jóias por 'desespero em se desvencilhar da causa', diz PF
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GERADO EM: 27/02/2026 - 17:59
Desembargador do TRF-2 é preso por ligação com Comando Vermelho
Desembargador Macário Júdice Neto, do TRF-2, foi preso por suspeita de favorecer o Comando Vermelho (CV). Relatório da PF ao STF indica que ele tentou "mitigar a gravidade" de acusações contra TH Jóias, ex-deputado envolvido com o CV. Júdice Neto, em desespero para se desvencilhar do caso, usou argumentos frágeis, mas foi confrontado pela robustez da denúncia da Procuradoria. A PF também indiciou Rodrigo Bacellar e outros ligados ao CV, destacando a interação entre criminosos e agentes públicos no Rio.
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- Presidente afastado da Alerj: PF indicia Rodrigo Bacellar e TH Joias por vazamento de informações ao Comando Vermelho
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"Em seu bojo, Macário disserta acerca de suposta ausência de elementos que indiquem que as condutas praticadas por TH Jóias tenham sido praticadas durante o exercício de seu mandato parlamentar", avalia o relatório da PF, assinado pelo delegado Guilhermo de Paula Catramby.
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A PF vai além e avalia que, por um lado, havia o "desespero do magistrado em se desvencilhar da causa", usando "um suporte argumentativo claudicante" (hesitante). O relatório de Catramby ressalta que esse comportamento de Macário Júdice Neto acabou "frontalmente ilidido pela robustez da denúncia" da Procuradoria, que foi "enfática ao atrelar o mandato de TH Jóias à sua atuação na organização criminosa sob análise".
Preso depois de TH e Bacellar
Preso depois de TH e Bacellar
Após a prisão de TH Jóias (por envolvimento com o CV), em setembro, a Polícia Federal prendeu ainda Rodrigo Bacellar — deputado estadual, presidente afastado da Alerj — no início de dezembro, e, 13 dias depois, o desembargador Macário Júdice Neto, os dois últimos por suspeita de vazamento de operações.
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Agora, a Polícia Federal indiciou Bacellar, assim como TH Jóias; Flávia Júdice Neto, mulher do desembargador e ex-assessora da Alerj; Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado, ambos ligados a TH Jóias. Macário, por sua vez, apesar de listado entre os investigados, não foi indiciado, por conta da Lei Orgânica da Magistratura, que prevê foro por prerrogativa de função.
Nessa versão final, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a PF aponta que "um dos ingredientes nefastos dessa teia criminal do Rio de Janeiro é a interação dos grupos criminosos violentos com agentes públicos". Por isso, o caso envolvendo Bacellar e TH é classificado como "o retrato perfeito da espoliação dos espaços públicos de poder pelas facções criminosas no Rio": entre as intenções — conforme destacado pela investigação — da manutenção do vínculo com o CV está a de que a facção é a "responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha".