'Fui minha algoz e vítima', diz Zeze Polessa, intérprete de Nara Leão no teatro; veja outras estreias na Zona Sul no pós-carnaval
cultura

'Fui minha algoz e vítima', diz Zeze Polessa, intérprete de Nara Leão no teatro; veja outras estreias na Zona Sul no pós-carnaval

Safra tem monólogos, comédias, dramas biográficos e espetáculos infantis

  • Facebook
  • Twitter
  • BlueSky
  • Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

    GERADO EM: 27/02/2026 - 17:38

    Zona Sul do Rio: Estreias Teatrais Celebram Diversidade Cultural

    A Zona Sul do Rio inicia a temporada teatral pós-carnaval com diversas estreias. Zeze Polessa interpreta Nara Leão em “Os olhos de Nara Leão”, no Teatro Clara Nunes, destacando a liberdade e personalidade da cantora. Rosamaria Murtinho estreia “Uma vida em cores”, ao lado da neta, abordando etarismo e reinvenção. Outras estreias incluem dramas biográficos, comédias e espetáculos infantis, refletindo temas como identidade e resistência.

    CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

    Entre despedidas, estreias cheias de fôlego e clássicos que ganham novas leituras, os teatros da Zona Sul iniciam a temporada pós-carnaval com uma programação diversa, que atravessa diferentes gêneros e gerações. Na agenda estão musicais, dramas, autoficção e montagens para o público infantil, com propostas que combinam memória e experimentação, reunindo artistas consagrados e novas vozes em cartaz.

    • Novo Mercado São José lança projeto cultural: Estreia teve João Gil e Lan Lan
    • Surfe e capoeira para mudar vidas: dois projetos sociais com foco no esporte já contemplaram milhares de crianças e jovens na Zona Sul do Rio

  • Novo Mercado São José lança projeto cultural: Estreia teve João Gil e Lan Lan
  • Surfe e capoeira para mudar vidas: dois projetos sociais com foco no esporte já contemplaram milhares de crianças e jovens na Zona Sul do Rio
  • Depois de dois anos em cartaz pelo Brasil, com apresentações em diferentes capitais e uma passagem anterior pelo Centro, a montagem sobre Nara Leão retorna à cidade para se despedir do público, agora na Zona Sul. Rebatizada ao longo da trajetória, com novo cenário e outra produção, “Os olhos de Nara Leão” ocupa o palco do Teatro Clara Nunes, na Gávea, de sexta-feira a 26 de abril. Escrito e dirigido por Miguel Falabella, o espetáculo é sustentado pela interpretação de Zeze Polessa, que não tenta imitar a cantora. A construção partiu de leituras feitas pela atriz durante a pandemia.

    — Eu não queria fazer imitação. Fico frustrada quando vejo isso no teatro. Não quero enganar o público dizendo que sou a Nara. Nunca gostei muito de ler biografias, mas um dia me deparei com “Ninguém pode com Nara Leão” e me chamou a atenção. Eu via a Nara como uma figura doce, mas ali apareceu uma mulher firme, política, inquieta— afirma a atriz.

    A dramaturgia rejeita a linha cronológica tradicional. Em cena, ela interpreta canções como “A banda”, “Diz que fui por aí”, “Corcovado”, “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas” e “Opinião”.

    — Quando a gente começou a estruturar a peça, eu e o Miguel falamos logo o que não queríamos. E ele não queria datas. Ele tem uma teoria metafísica, que acho linda, segundo a qual o planeta é revestido por uma camada de cera onde nossa história fica gravada. Então as cenas voltam como presença, não como lembrança. Nada é contado na peça, tudo é vivido — diz Zeze.

    A atriz não esconde a admiração por Nara e a peça, ressaltando a liberdade que guiou a trajetória da artista. Ela também não esconde os desafios e conta que foi sua própria algoz e vítima quando Falabella disse para ela interpretar Nara.

    — Ela dizia que era melhor ter menos sucesso e mais personalidade. Trabalhou muito essa ideia de liberdade, inclusive a liberdade dela como mulher. Fazer um monólogo é sempre desafiador; digo que é uma escola para o ator, e ainda mais cantando. As músicas de Nara são difíceis, tive que trabalhar muito minha audição e a voz. Cheguei a relutar em fazer essa personagem porque ela morreu com 47 anos. O etarismo é um preconceito estrutural. Foi o Miguel quem me encorajou — destaca a atriz, de 72 anos.

    Intitulada apenas “Nara” quando estreou em 2024, a rebatizada “Os olhos de Nara Leão” terá sessões às sextas e aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 160 (inteira) na plateia e R$ 140 (inteira) no balcão.

    Rosamaria Murtinho e a neta

    Rosamaria Murtinho e a neta

    Dirigido e escrito por Cacau Hygino, o espetáculo expande a ideia original, concebida anos atrás como um solo, e agora aposta na troca entre duas intérpretes para aprofundar conflitos e afetos. A personagem livremente inspirada na trajetória de Iris Apfel revisita memórias de amor, perdas e conquistas enquanto a jovem repórter, a neta de Rosamaria, tenta conduzir uma entrevista decisiva para sua carreira. O que se estabelece, porém, é um diálogo franco sobre identidade, ambição e o valor do tempo. A presença de avó e neta no palco adiciona uma camada de verdade à encenação, que alterna humor e emoção para refletir sobre a coragem de se reinventar em qualquer idade.

    — “Uma vida em cores” é um convite para rir, se emocionar e sair do teatro com vontade de viver com mais ousadia, liberdade e alegria — destaca o diretor.

    A peça terá sessões sextas, às 20h; sábados, às 19h; e domingos, às 18h. O ingresso custa R$ 120 (inteira).

    • Onda gastronômica: Surfista Filipe Toledo inaugura primeira unidade do seu restaurante no Rio

  • Onda gastronômica: Surfista Filipe Toledo inaugura primeira unidade do seu restaurante no Rio
  • De volta aos palcos em nova montagem, “Eu sou minha própria mulher”, texto de Doug Wright vencedor do Pulitzer, ganha direção de Herson Capri e traz novamente Edwin Luisi sozinho em cena. O ator interpreta mais de 20 personagens para narrar a trajetória real de Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002), travesti alemã que sobreviveu ao nazismo e à repressão do pós-guerra mantendo um museu de antiguidades e um cabaré LGBTQIA+ clandestino como espaços de memória e resistência. O drama biográfico ressalta temas como identidade, intolerância e liberdade individual, reafirmando a atualidade de uma obra que transforma a história pessoal de Charlotte em reflexão sobre coragem e permanência.

    A peça fica em cartaz até 26 de abril no Teatro Poeira, em Botafogo, com sessões de quinta a sábado, às 20h; e domingos, às 19h. O ingresso custa R$ 140 (inteira).

    O Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, recebe “Cadeira de balanço”, de 8 a 29 de março, aos domingos, às 18h, com ingresso a R$ 30 (inteira). No solo, Dudu Gehlen revisita a história da bisavó maranhense. No mesmo teatro tem também “Édipo de novo?”, até o próximo dia 27, com sessões às sextas, às 20h, e ingresso a R$ 60 (inteira). O texto revisita o clássico de Sófocles em tom de comédia irreverente.

    No Sesc Copacabana, na Sala Multiuso, “Memórias para se transformar em flor” estreia quinta-feira e segue até o próximo dia 15, sempre de quinta a domingo, às 19h, propondo uma experiência performática em que o público define o rumo da narrativa a cada apresentação. Criado e dirigido pelo colombiano Mauricio Flórez, o espetáculo investiga, por meio da dança e de estímulos sensoriais, a relação entre corpo humano e universo vegetal, em um percurso que atravessa mitologia e ciência até a metáfora da transformação em flor. O ingresso custa R$ 30 (inteira).

    Além da temporada, o projeto desdobra-se na oficina gratuita “Metamorfoses do corpo”, terça e quarta da semana que vem, das 19h às 21h, voltada a artistas e estudantes de artes cênicas. As aulas propõem pesquisa, experimentação e compartilhamento de ferramentas a partir da dança como prática pedagógica.

    • Evento gratuito: Arena montada na areia leva música, esporte e debates à Praia de São Conrado

  • Evento gratuito: Arena montada na areia leva música, esporte e debates à Praia de São Conrado
  • Também no Sesc Copacabana, a Arena recebe “Auto da compadecida”, até o próximo dia 29. A montagem dirigida por Gabriel Villela atualiza o clássico de Ariano Suassuna. Sessões de quinta a sábado, às 20h; e domingos, às 18h, com ingressos de R$ 10 a R$ 30.

    No Teatro Vannucci, na Gávea, “A.M.I.G.A.S” ocupa a programação às segundas e terças, às 20h, até 28 de abril. A comédia acompanha três mulheres que criam a Associação das Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo, discutindo amizade e autonomia com leveza. O ingresso custa R$ 120 (inteira).

    Em Botafogo, o Teatro Poeirinha recebe “F E R A”, às terças e quartas, às 20h, até 22 de abril. Inspirada em relato real, a peça mergulha na vulnerabilidade humana diante da natureza. No mesmo endereço, o Teatro Poeira apresenta “O homem decomposto”, reunindo pequenas histórias que refletem sobre isolamento e incomunicabilidade. Sessões também às terças e quartas, às 20h, até 29 de abril. As duas montagens têm ingresso a R$ 80 (inteira). O Poeira será palco também de “Temporal”, fábula contemporânea que questiona nossa relação com o tempo. A peça estreia na próxima quinta e fica em cartaz até 26 de abril, de quinta a sábado, às 20h; e domingos, às 19h.Ingresso a R$ 100 (inteira).

    Para os pequenos, a Companhia Teatral Queimados Encena apresenta “A Bela Adormecida” no Teatro Ruth de Souza, em Santa Teresa. A versão dirigida por Leandro Santanna reconta o clássico em um reino africano fictício, com princesa negra e elementos da cultura e mitologia do continente, em uma proposta que valoriza representatividade, ancestralidade e diversidade. Estreia sábado que vem e pode ser vista até 29 de março, aos sábados e domingos, às 11h, com ingressos a R$ 30 (inteira).

    A companhia carioca Etc e Tal estreia no dia 7 de março de 2026, no Teatro Glaucio Gill, o espetáculo infantojuvenil Dom Quixote, releitura do clássico de Miguel de Cervantes. Em cartaz até 29 de março, com sessões aos sábados e domingos, às 16h, a montagem aposta na mímica, na pantomima e na narrativa gestual para conduzir crianças e adultos por uma jornada cômica e poética ao lado de Dom Quixote e Sancho Pança, onde objetos cotidianos se transformam em escudos, monstros e delírios da imaginação. Com direção de Alvaro Assad e atuação de Assad e Marcio Moura, o espetáculo celebra o poder do corpo como linguagem universal. Indicado para maiores de 5 anos, tem ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), à venda na bilheteria e online.

    Imaginário boêmio

    Imaginário boêmio

    Em março, o Cabaré do Glaucio, instalado no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, recebe “Sarjeta: noites cariocas do Cassino da Urca”, uma edição que mergulha na atmosfera vibrante da antiga vida noturna do Rio para refletir, em cena, sobre desejo, excessos, glamour e contradições que atravessam gerações.

    A montagem ocupa o espaço às 22h nos seguintes dias do mês: 12, 13 e 14; 19, 20 e 21; e 27 e 28. O espetáculo reúne teatro, música, dança e performance em uma experiência que revisita o imaginário boêmio da cidade sem recorrer à nostalgia. O ingresso custa R$ 5 (inteira), à venda na bilheteria ou no site oficial da Funarj.

    O teatro é palco também da peça “A coisa”, texto de Leandro Soares dirigido e interpretado pelo próprio Soares ao lado de André Dale e George Sauma. O espetáculo mistura humor e metalinguagem para refletir sobre o próprio fazer teatral. A sessões são às quartas-feiras, às 20h, e a temporada vai até 1º de abril. A entrada custa R$ 60 (inteira).

    Notícias dos Bairros:

  • Com e sem álcool: festival de bebidas no Flamengo tem degustações, shows e palestras
  • Após Justiça suspender obra de imóvel de luxo no Joá, Prefeitura do Rio anuncia que vai recorrer de decisão
  • Vereadora volta a causar polêmica ao associar população de rua e criminalidade: 'Não dá para romantizar'; vídeo
  • Piero Lissoni fala sobre condomínio de luxo que projetou para último terreno livre da Praia da Barra: 'Responsabilidade terrível'
  • Ataques com cães, gritaria e prisão de pessoas em situação de rua: confusão na Tijuca termina na delegacia
  • Moradores de Santa Teresa fazem abaixo-assinado contra mudanças em linhas de ônibus
  • Polícia descobre plantação com 125 pés de maconha em Niterói; vídeo
  • Botafogo
  • Copacabana
  • Gávea
  • Herson Capri
  • Ipanema
  • Lagoa
  • Rosamaria Murtinho
  • Santa Teresa
  • Vanessa Gerbelli
  • Zezé Polessa