Itamaraty recomenda que cidadãos brasileiros evitem viajar ao Oriente Médio após ataque dos EUA ao Irã
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GERADO EM: 28/02/2026 - 11:20
Itamaraty desaconselha viagens ao Oriente Médio após ataques recentes
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O Ministério das Relações Exteriores recomendou, neste sábado, que brasileiros não viajem ao Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria, diante da recente escalada das tensões no Oriente Médio. A orientação foi divulgada após o ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e as retaliações registradas na região.
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Para brasileiros que já se encontram nesses países, o Itamaraty divulgou uma série de medidas de segurança, especialmente em caso de ataques ou bombardeios. A recomendação é se dirigir imediatamente ao abrigo mais próximo.
Quem estiver na rua deve buscar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Em casa, a orientação é priorizar cômodos internos, com ao menos duas paredes entre o ocupante e a área externa do edifício, manter portas e janelas fechadas e evitar permanecer na linha de visão do céu.
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O ministério também aconselha procurar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou fazer chamadas telefônicas e manter reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes com água fria, diante da possibilidade de escassez.
O Itamaraty divulgou os contatos de emergência das repartições diplomáticas brasileiras na região:
O Itamaraty divulgou os contatos de emergência das repartições diplomáticas brasileiras na região:
Segundo o ministério, situações de emergência são aquelas que exigem atuação imediata do agente consular e envolvem risco à vida, à segurança ou à dignidade humana de cidadãos brasileiros no exterior.
Condenação oficial
Condenação oficial
A operação foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, como ação de grande envergadura destinada a atingir as Forças Armadas iranianas, o programa nuclear do país e estruturas estratégicas do regime. Batizada de “Operação Fúria Épica”, contou com a participação de Israel, que informou ter bombardeado alvos militares no oeste iraniano.
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Explosões foram registradas em Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã, onde fica uma das principais instalações nucleares do país. Na capital, um dos alvos atingidos foi o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian, que não teria se ferido. Houve relatos de explosões nas proximidades da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei, enquanto fontes iranianas afirmaram que comandantes militares e integrantes do governo morreram nos ataques.
O Irã classificou a ofensiva como violação de sua soberania e da Carta das Nações Unidas e iniciou retaliações. A Guarda Revolucionária disparou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas na região, com registros de impactos na Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Em Israel, sirenes soaram em cidades como Jerusalém e Tel Aviv, e as autoridades orientaram a população a buscar abrigo.