O Iftar do Ramadã reuniu autoridades dos Três Poderes para celebrar a ponderação e a relação do Brasil com o mundo árabe
atualizado
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Entre os presentes, havia autoridades dos Três Poderes, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, o senador Hiran Gonçalves (PP-RR) e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), bem como de embaixadores de diferentes nações árabes.
Anfitrião da noite, o embaixador do Marrocos, Nabil Adghoghi, conversou com a coluna Claudia Meireles e destacou o simbolismo do encontro. Segundo ele, o Iftar é, sobretudo, um convite à confraternização e à solidariedade — valores que ganham ainda mais relevância no cenário internacional atual. “É sempre bom termos um momento de reflexão sobre o diálogo e sobre a capacidade de resolver conflitos pela via pacífica, pela conciliação”, pontuou.
Iftar do Ramadã prega ponderação
Diálogo, aliás, foi a palavra de ordem da noite. Representando o governo brasileiro, o secretário de África e Oriente Médio, o embaixador Carlos Duarte, ressaltou o papel central da religião na vida das comunidades e lembrou que, em 2026, o início do Ramadã coincidiu com o da quaresma, em 18 de fevereiro — períodos que convidam os fiéis à penitência, à reflexão e à conversão interior.
Duarte lamentou ainda os conflitos recentes em Gaza, na Cisjordânia, e a escalada de tensões no Golfo, classificando-os como movimentos na contramão do espírito do Ramadã, que convidam ao diálogo e à moderação. “Causa tristeza verificar que, em alguns países e regiões, o Ramadã é celebrado em um cenário de incerteza e insegurança”, observou durante o Iftar.
Embaixador do Marrocos, Nabil Adghoghi, discursa no evento
Secretário de África e de Oriente Médio no Ministério das Relações Exteriores, Carlos Sérgio Sobral Duarte
Secretário de África e de Oriente Médio no Ministério das Relações Exteriores, Carlos Sérgio Sobral Duarte
Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin
Justiça e solidariedade
Em discurso, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, desejou que o simbolismo do Ramadã inspire valores de solidariedade e justiça. Ele também relembrou a influência histórica árabe na formação do Brasil, mencionando os cerca de 800 anos de presença na Península Ibérica e a contribuição decisiva nas grandes navegações.
Em grandes mesas, autoridades compartilharam o desjejum tradicional, com comidas típicas da região árabe e sob a musicalidade do trio comandado por Bernardo Bittencourt.
Bernardo Bittencourt trio
Rami Ben Hammouda na percussão
Doces árabes
Decoração da mesa
Tapete vermelho na entrada do evento
Veja os os highlights do evento:
Confira quem esteve presente no Iftar do Ramadã promovido pelas Embaixadas Árabes no Brasil pelas lentes de Nina Quintana:
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