Redução foi de 419 mil estudantes nas redes pública e privada e interrompeu crescimento registrado no ano anterior
atualizado
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As matrículas no ensino médio voltaram a cair em 2025 e atingiram o menor patamar desde 2019, segundo dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira (26/2). A redução foi de 419 mil estudantes nas redes pública e privada, o que representa 5,4% em relação em relação a 2024.
O resultado ocorre após um ano de crescimento. Em 2024, a etapa havia registrado 7,8 milhões matrículas, alta de 1,5% na comparação com 2023. No entanto, a tendência de expansão não se manteve em 2025, quando o total recuou para 7,3 milhões.
Ao longo da série recente, o ensino médio apresentou oscilações: cresceu em 2021 e 2022, caiu em 2023, voltou a subir em 2024 e agora registra nova retração, que devolve o número de matrículas ao menor nível do período analisado.
Evolução das matrículas no ensino médio
A queda em 2025 interrompe o movimento de alta em meio à implementação de políticas de permanência, como o programa Pé-de-Meia, voltado a estimular a conclusão do ensino médio.
A redução, no entanto, não foi vista com preocupação pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a queda de matrículas foi influenciada por dois fatores: redução da população nesta faixa etária e menor retenção dos estudantes no ensino básico.
Tempo integral
Mesmo com a redução no total de estudantes, o ensino médio em tempo integral avançou na rede pública. A jornada ampliada representa 26,8% das matrículas, o que equivale a 1,7 milhão de estudantes. Em 2025, houve crescimento de 8,4%, com acréscimo de cerca de 130,9 mil matrículas.
Na rede privada, o tempo integral representa aproximadamente 11% das matrículas do ensino médio.
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