Exposição Modernismos reúne obras fundamentais da arte moderna no Planalto Central e abre a programação cultural de 2026 na Cerrado Galeria
atualizado
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Reunindo obras de dezoito artistas fundamentais para a consolidação do modernismo no Planalto Central, a exposição apresenta diferentes linguagens — entre pintura, gravura, desenho, escultura, objeto e tecelagem — evidenciando o caráter experimental que acompanhou o nascimento de Brasília.
Entre os nomes presentes estão referências centrais da arte brasileira, como Alfredo Volpi, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Glênio Bianchetti e Lêda Watson, além de outros artistas que participaram ativamente da construção simbólica e estética da nova capital.
Brasília como projeto moderno
Segundo o curador Carlos Lin, a exposição parte da própria origem conceitual da cidade. Antes mesmo de sua inauguração, em 21 de abril de 1960, Brasília já existia como ideia: um projeto de interiorização do poder e afirmação da modernidade brasileira.
“A própria Brasília é herdeira do princípio da ruptura que define o moderno”, escreve Carlos Lin, ressaltando que o modernismo no Planalto Central foi construído coletivamente por artistas vindos de diferentes regiões do país e do mundo.
Planejada por Lúcio Costa e materializada em projetos de Oscar Niemeyer, com contribuições artísticas e paisagísticas de nomes como Burle Marx e Athos Bulcão, a capital nasceu como um experimento urbanístico, arquitetônico e cultural que atraiu artistas, professores e criadores de diferentes regiões do país.
Segundo ele, o primeiro núcleo reúne artistas convidados para participar da inauguração da cidade; o segundo destaca professores que atuaram na Universidade de Brasília nas décadas de 1960 e 1970; e o terceiro apresenta artistas independentes que criaram ateliês livres e ajudaram a consolidar a cena cultural local.
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Obras da exposição Modernismos
Memória preservada
Durante a abertura, o sócio-fundador da Cerrado Cultural, Lúcio Albuquerque, destacou o caráter histórico do projeto. Segundo ele, embora a galeria atue no mercado de arte, a exposição nasce como um gesto de preservação e valorização da memória artística da cidade.
“Esse projeto nos interessou muito porque é uma forma de mostrar o que se produziu nos anos 1960 e 1970, o período modernista de Brasília. Reunimos artistas extremamente expressivos dessa época e trabalhos que registram inclusive o início da cidade”, afirmou.
Grande parte das obras expostas não está à venda, reforçando o caráter de homenagem aos artistas e aos agentes culturais que contribuíram para consolidar a produção modernista em Brasília.
Raízes culturais do Centro-Oeste
Inspirada na imagem das raízes profundas da vegetação do Cerrado, a exposição reafirma o compromisso da galeria com a valorização da história da arte produzida no Centro-Oeste brasileiro e com a circulação de sua memória cultural.
Mais do que revisitar o passado, Modernismos: uma e muitas Brasílias propõe múltiplos olhares sobre o modernismo fora do eixo tradicional Rio–São Paulo, evidenciando como diferentes trajetórias ajudaram a construir a identidade artística da capital.
Veja os destaques do evento pelas lentes de Guilherme Guimarães e João Monteiro:
Confira quem esteve presente na inauguração, pelas lentes de Gustavo Lucena:
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