Do alto, o drone da polícia flagrou o contraventor correndo de um lado para o outro do terreno
atualizado
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Na manhã desta quinta-feira (26/2), imagens aéreas confirmaram que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, estava escondido em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Minutos depois, equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ), formada por policiais federais e civis, cercaram o imóvel e efetuaram a prisão.
Ao lado dele estava o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, apontado como seu segurança, que também acabou preso. Quando os agentes avançaram pelo jardim, Adilsinho se rendeu sem resistência. A captura ocorreu por volta das 9h30.
O superintendente da Polícia Federal no Rio, Fábio Galvão, classificou Adilsinho como “o contraventor mais sanguinário do jogo do bicho no estado”.
Segundo ele, o grupo comandado pelo bicheiro já havia sido alvo de ações que fecharam três fábricas clandestinas de cigarro. Em uma delas, mais de 20 paraguaios foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão. “Essa prisão é um presente para a sociedade fluminense”, afirmou.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, reforçou o histórico violento atribuído ao investigado.
Contra ele havia pelo menos quatro mandados de prisão em aberto, um na Justiça Federal, por chefiar a máfia dos cigarros, e outros na Justiça estadual, como mandante de execuções ligadas à disputa pelo controle da contravenção.
Histórico
A trajetória no crime começou nos anos 2000, quando passou a desenvolver softwares para máquinas de videobingo adulteradas, as chamadas “draculinhas”, que manipulavam resultados para aumentar lucros.
Operações como a Furacão (2008) e a Dedo de Deus (2011) já apontavam seu nome no núcleo financeiro do jogo ilegal. Em uma dessas ações, mais de R$ 4 milhões foram encontrados escondidos em paredes falsas e até no sistema de esgoto de sua casa.
Nos últimos anos, segundo a Polícia Federal, ele expandiu os negócios e passou a comandar um império no mercado ilegal de cigarros, que teria movimentado pelo menos R$ 5 bilhões entre 2015 e 2024. A organização mantinha fábricas clandestinas, impunha monopólio territorial e usava violência para controlar pontos de venda.
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