Base de Lula recorre a Alcolumbre e questiona contagem que manteve quebra de sigilo do filho do presidente na CPMI do INSS
atualizado
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comparou a votação que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a uma dinâmica de sala de aula para rebater as acusações de irregularidade feitas por parlamentares governistas.
Em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta quinta-feira (26/2), Viana sustentou que a votação ocorreu conforme o regimento e que não houve maioria para derrubar a proposta.
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou recurso ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pedindo a anulação da deliberação que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do chefe do Executivo. O grupo alega erro na contagem dos votos e afirma que 14 parlamentares teriam se manifestado contra os requerimentos.
O senador acrescentou que havia quórum e que a deliberação seguiu as regras internas. “A votação foi feita conforme o regimento. A contagem foi realizada e o governo, a base não tinham votos suficientes para derrubar a proposta. Democracia não funciona no grito, não funciona na pressão, funciona com regra. E regra vale para governo, para oposição e para quem está presidindo. Quatorze, sete, não são 16. Não existe mágica. O resultado é legítimo e está mantido”, declarou.
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Governistas contestam o resultado e acusam o presidente da CPMI de condução parcial dos trabalhos. Além de pedirem a suspensão imediata dos efeitos da decisão, também solicitaram que Alcolumbre encaminhe denúncia ao Conselho de Ética do Senado contra Viana.
O presidente do Congresso ainda não deu prazo para analisar o recurso. Segundo aliados do governo, ele deve ouvir a Advocacia do Senado antes de tomar uma decisão. Até lá, a quebra de sigilo de Lulinha permanece válida.
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