Mascarada era prostituta e assumiu que roubava clientes após programa
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Mascarada era prostituta e assumiu que roubava clientes após programa

Beatriz confessou à polícia que costuma subtrair dinheiro e pertences durante os atendimentos

atualizado

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Com 27 ocorrências policiais no histórico — por crimes como tráfico de drogas, tentativa de homicídio e atropelamento —, ela tem, até o momento, duas vítimas formalmente identificadas. A Polícia Civil do Distrito Federal apura se há mais casos.

Em depoimento, Beatriz admitiu que costumava dopar clientes com Clonazepam para facilitar os furtos. A prática, segundo afirmou, era recorrente.

No caso mais recente, porém, o plano não saiu como esperado. Após sair de um bar da região com um cliente de 47 anos, ela seguiu com ele para a casa onde mora, na QNM 6. No imóvel, o homem teria ingerido a substância, mas não perdeu a consciência.

Ainda segundo relato prestado à polícia, antes das agressões, a vítima teria oferecido R$ 10 para praticar sexo anal com ela, utilizando termos considerados ofensivos. A fala, de acordo com a investigada, teria reavivado um ressentimento antigo de uma relação deles, que já se conheciam há alguns anos.

Tortura

A partir daí, a situação escalou para violência extrema.

Parte das agressões foi filmada pela própria suspeita. Nas imagens, Beatriz aparece usando uma máscara que cobre o rosto enquanto agride o homem, que está caído e ensanguentado. Em determinado momento, ela pisa no pescoço e no peito da vítima, chuta o corpo do homem repetidas vezes e faz com que a cabeça dele bata contra um móvel, provocando cortes.

Os vídeos também mostram a investigada aproximando um isqueiro no pescoço do homem, enquanto ironiza a situação e afirma que ele estaria “condenado”. Em outro trecho, ela exibe a vítima ferida, com as mãos amarradas, e continua as agressões.

De acordo com a confissão à Polícia Militar, quando o homem gritou por socorro e a beliscou, Beatriz desferiu golpes de faca contra ele.

Após as agressões, ela cobriu a vítima com um lençol e acionou o socorro médico. Horas depois, foi até a UPA de Ceilândia para saber o estado de saúde do homem. Segundo relato aos policiais, ela afirmou que, caso ele não tivesse morrido, “terminaria o serviço”.

Na residência, os policiais também encontraram cartões bancários, documentos pessoais e um notebook pertencentes a uma segunda vítima, de 37. O material foi apreendido e será analisado.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso e apura se o mesmo modus operandi foi utilizado contra outros clientes.

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