Hepatologista responde: toda gordura no fígado evolui para cirrose?
otros

Hepatologista responde: toda gordura no fígado evolui para cirrose?

A cirrose é uma evolução grave da gordura no fígado e que pode resultar na falência do órgão. Veja as principais causas e como prevenir

atualizado

Compartilhar notícia

A cirrose é uma doença comumente associada ao consumo de bebidas alcoólicas, entretanto, essa não é a única causa. A doença hepática gordurosa não alcoólica, popularmente conhecida como gordura no fígado, destaca-se como um fator de risco para o desenvolvimento da condição.

  • Claudia Meireles
    Love Story: conheça trajetória do ator que dá vida ao John F. Kennedy
  • Claudia Meireles
    Benny Blanco é detonado após falar de Hitler e soltar pum em podcast
  • Claudia Meireles
    Hilary Duff assume que tentou abalar Lindsay Lohan: “Era minha rival”
  • Henrique Sérgio Moraes Coelho, hepatologista da Rede Américas explica que a doença hepática gordurosa pode se desenvolver a partir de quadros de obesidade — uma “epidemia silenciosa” no mundo —, bem como em pacientes com hipertensão e diabetes. “A obesidade é associada com diabetes e algumas as alterações genéticas facilitam essa evolução da esteatose para cirrose, mas na boa parte da população ela fica só na gordura mesmo”, diz.

    De acordo com o médico, a cirrose hepática a partir da gordura no fígado pode levar até 20 anos para se desenvolver. “Primeiro essa gordura pode provocar uma inflamação no fígado e ao longo dos anos, 10, 15, 20 anos, transformar-se em uma esteatohepatite, a hepatite causada pela gordura. Depois, isso cicatriza, forma-se o que chamamos de fibrose, uma etapa pré-cirrose, que pode chegar a cirrose em um grupo pequeno de pessoas”, ressalta o hepatologista.

    Cirrose é evolução grave da gordura no fígado

    Entretanto, o médico frisa que a gordura no fígado ainda é uma das principais causadoras de cirrose, “mais até do que o álcool” e outras condições, como hepatite C e hepatite B. “De 30% da população que tem esteatose hepática, mais ou menos 20% desse grupo, ou seja, 6% têm esteatohepatite, e 20% desses pacientes que têm esteatohepatite vão evoluir para cirrose”, exemplifica o médico.

    Caso o paciente venha a desenvolver a cirrose, o profissional alerta ainda sobre a possibilidade de câncer no fígado. “Quando o indivíduo tem cirrose, a gente vai ficar o tempo todo procurando descobrir focos de câncer pequenos, que podem ser tratados. Mas existe um percentual de paciente que desenvolve carcinoma hepatocelular, o câncer, mesmo sem desenvolver a cirrose”, completa.

    Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

    Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.