Desembargador que absolveu estuprador é acusado de 5 abusos sexuais
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Desembargador que absolveu estuprador é acusado de 5 abusos sexuais

O desembargador Magid Nauef Láuar, do TJMG, foi afastado do cargo e virou alvo de operação da PF após denúncias de abuso sexual

atualizado

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O desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), é alvo de cinco denúncias de abuso sexual encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A informação consta em nota oficial divulgada pelo órgão, que determinou o afastamento cautelar do magistrado.

Magid Láuar já estava no centro de uma crise institucional após relatar o processo que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. A decisão, posteriormente revista, gerou forte repercussão nacional.

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  • Segundo o CNJ, as cinco notícias de fato relatam supostos abusos praticados pelo desembargador contra adolescentes. Entre as possíveis vítimas, há um parente do magistrado, o ator Saulo Láuar, que fez um emocionado desabafo sobre o que teria passado. Os procedimentos tramitam sob sigilo.

    Afastamento cautelar

    Na nota, o CNJ informou que instaurou procedimentos para apurar os fatos e determinou o afastamento cautelar do magistrado das funções no TJMG. A medida, segundo o órgão, é preventiva e visa assegurar a lisura das investigações.

    O afastamento não representa condenação, mas pode evoluir para processo administrativo disciplinar, a depender do resultado das apurações.

    Operação da PF

    Em meio à crise, a Polícia Federal também cumpriu mandados relacionados às investigações envolvendo o desembargador. Os detalhes da operação não foram divulgados, em razão do sigilo.

    Caso que desencadeou a repercussão

    O nome de Magid ganhou projeção após decisão na 9ª Câmara Criminal do TJMG na qual absolveu um homem condenado por estupro de vulnerável. No voto, o desembargador sustentou que haveria relação “consensual” entre o réu e a vítima de 12 anos.

    A interpretação contrariou entendimento consolidado nos tribunais superiores, que consideram crime qualquer ato sexual com menor de 14 anos, independentemente de consentimento.

    Após recurso do Ministério Público e intensa repercussão pública, o próprio magistrado reviu a decisão e restabeleceu a condenação.

    Pressão institucional

    A abertura das cinco denúncias no CNJ ampliou a dimensão da crise. O caso agora envolve não apenas a controvérsia jurídica da absolvição, mas também questionamentos sobre a conduta pessoal do magistrado.

    As investigações seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.