Houve perdas, porém, em ambos os lados, nos ataques aéreos lançados nessa quinta-feira (26/2)
atualizado
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A recente guerra travada entre Paquistão e Afeganistão deixou baixas de ambos os lados e os números de mortos e feridos tendem a aumentar.
Nessa quinta-feira (26/2), após o Paquistão lançar ataques aéreos contra Cabul e Kandahar, onde ficam as bases dos líderes do Talibã, o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, declarou “guerra aberta” contra o movimento fundamentalista islâmico que governa o Afeganistão.
Após os ataques, o exército paquistanês afirma que 274 combatentes talibãs foram mortos e mais de 400 feridos. Os bombardeios atingiram 22 localidades, de acordo com a Al Jazeera. Já o Exército diz que 83 postos talibãs foram destruídos e outros 17 capturados, enquanto 12 soldados paquistaneses morreram, 27 ficaram feridos, e um desapareceu em combate.
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Já o Ministério da Defesa do Afeganistão declarou que 55 soldados paquistaneses foram mortos nos ataques, que terminaram por volta da meia-noite desta sexta-feira (27/2), “incluindo alguns cujos corpos foram levados para o Afeganistão, e vários outros foram capturados vivos’”, informou o jornal árabe. Outros oito soldados afegãos teriam morrido e 11 foram feridos.
Civis também ficaram feridos perto da passagem de Torkham, incluindo sete refugiados retornando do Paquistão, e uma mulher em estado grave. O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid confirmou os ataques e anunciou que o governo afegão conduzirá “operações ofensivas em larga escala” na fronteira em resposta às violações militares paquistanesas.
A dinâmica do ataque
A ofensiva foi lançada às 20h (horário local) dessa quinta-feira (26/2), ao longo da fronteira nas províncias de Nangarhar, Nuristan, Kunar, Khost, Paktia e Paktika, segundo autoridades talibãs.
O Paquistão retaliou a ação rapidamente sob a justificativa de que o Talibã havia “calculado mal e aberto fogo não provocado em vários locais” do outro lado da fronteira, na província de Khyber Pakhtunkhwa. Em seguida, o Paquistão lançou uma série de bombardeios contra o Afeganistão nas primeiras horas desta sexta-feira (27), atingindo alvos em Cabul e nas províncias fronteiriças.
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