O advogado Albert Halex contou que os outros suspeitos também precisam ser responsabilizados pelo crime que deixou uma perda irreversível
atualizado
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Em coletiva de imprensa feita na manhã desta sexta-feira (27/2), o advogado da família de Rodrigo Castanheira, jovem de 16 anos que morreu no sábado (7/2) depois de ser agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, em 22 de janeiro, afirmou aos jornalistas que foram feitos dois pedidos à Justiça para que os outros quatro ocupantes do veículo que estavam presentes no momento da briga também sejam responsabilizados pelo crime.
Segundo o advogado Albert Halex, há indícios de que houve premeditação do crime.
Para o pai do adolescente, o engenheiro Ricardo Castanheira, todos os amigos do ex-piloto que estavam no momento das agressões tinham noção do que estava acontecendo.
Para a irmã do jovem assassinado, Isabela Castanheira, estudante de medicina veterinária, a prisão definitiva de Pedro Turra e a responsabilização dos participantes na briga trará a chance de a família poder realmente passar pelo luto, sem ter que ficar revivendo o caso dia após dia.
A jovem também desabafou e disse que a perda do irmão é algo que ela não imaginava nem nos piores pesadelos: “É muito desesperador pensar que eu nunca mais vou ver o meu irmão”.
“Coração destruído”
A família do jovem Rodrigo Castanheira, 16 anos, morto após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Turra, revelou, nesta sexta-feira (27/2), como tem enfrentado o luto e a partida do adolescente.
“O coração está destruído demais. Nossa vida praticamente acabou. A gente não consegue fazer nada mais, não consegue nem comer direito. Eu perdi tanto peso que minhas roupas estão caindo”, afirmou o pai de Rodrigo, aos prantos.
O pai do jovem ainda contou que tenta se afastar das lembranças como forma de lidar com o trauma, mas a dor é inevitável.
Bastante abalada, a irmã de Rodrigo, Isabela Castanheira, lamentou a interrupção precoce da vida do irmão e comentou sobre os planos que tinha para o futuro.
“Esperamos que a justiça seja feita porque meu filho se foi, mas poderia ser o filho de qualquer outro”, disse Ricardo Castanheira.
A família agora aguarda a condenação contra Pedro Turra e espera que os outros envolvidos sejam também denunciados. O agressor está preso preventivamente na Papuda.
Entenda o caso
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