Apresentadora da Band ironiza após MPF processar a Globo: “Vergonha”
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Apresentadora da Band ironiza após MPF processar a Globo: “Vergonha”

A jornalista Adriana Araújo, que apresenta o Jornal da Band, alfinetou o Ministério Público Federal de Minas Gerais nesta quinta (26/2)

atualizado

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A jornalista Adriana Araújo, apresentadora do Jornal da Band, ironizou o Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais após o órgão processar a TV Globo em R$ 10 milhões por conta da pronúncia da palavra “recorde”. A comunicadora afirmou que está faltando “vergonha” para discutir problemas mais graves.

Veja:

Adriana Araújo como sempre grandona. Aqui ela foi certeira! pic.twitter.com/YScvm11Fnh

— Douglas Pereira (@uaiteve) February 26, 2026

Desabafou

Durante o telejornal desta quinta-feira (26/2), Adriana Araújo alfinetou a situação: “Parece que a gente vive na Finlândia, que não tem nenhum problema grave pra resolver. E aí, nos damos ao luxo de gastar tempo e uma fortuna pra discutir um nada. Só que nós vivemos no Brasil, bem-vindos!”, começou.

Ela seguiu dizendo que falta “vergonha” ao MPF: “Faz décadas que milhões de crianças deixam a escola sem saber as contas básicas, sem aprender a ler. Mas o acento naquela palavrinha vai mudar tudo, né? Francamente. Tem uma palavra que tem uma pronúncia só: vergonha, e tá faltando pra muita gente”, encerrou.

Cesar Tralli no Jornal Nacional

Adriana Araújo

William Bonner com César Tralli e Renata Vasconcellos

Apresentadora Adriana Araújo.

Os jornalistas César Tralli e Roberto Kovalick

Apresentadora Adriana Araújo.

Apresentadora Adriana Araújo.

Apresentadora Adriana Araújo.

Processo

Na ação movida contra a TV Globo, o procurador Cléber Eustáquio Neves afirmou que a pronúncia da palavra “recorde” é feita de maneira errada pela emissora. Ele pede que a emissora corrija a pronúncia em rede nacional o quanto antes, bem como o pagamento da indenização por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”.

Em seu argumento, ele usou vídeos de programas como o Jornal Nacional e o Globo Rural, afirmando que o fato dos apresentadores e repórteres da emissora pronunciarem a palavra de maneira inadequada causa um “efeito manada” na população, que também passaria a cometer o mesmo erro.

“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: re-COR-de. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, escreveu o procurador no processo.

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