Polícia investiga denúncia de agressão contra criança de 4 anos em creche de Mairinque (SP) — Foto: Arquivo pessoal
A Polícia Civil investiga uma denúncia de agressão contra um menino de quatro anos em uma creche municipal de Mairinque (SP). Segundo a família, o caso teria acontecido no dia 6 de fevereiro, e o boletim de ocorrência foi registrado três dias depois.
A creche fica no bairro Jardim Três Lagoinhas. De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe contou que o filho chegou da escola reclamando de dor e, durante o banho, ela percebeu um machucado no antebraço direito dele.
Questionado pela mãe sobre o que havia acontecido, o menino disse que um professor segurou e puxou seu braço com força depois que ele derrubou água no próprio tênis.
Após ouvirem o relato do filho, os pais foram até a escola para conversar com a diretora. No entanto, segundo a denúncia, eles foram recebidos com descaso, e a diretora teria dito que a versão da criança era mentira.
Ainda segundo a denúncia, a diretora orientou os pais a "pensarem bem" sobre as consequências do que fariam a respeito do caso. A mãe afirmou à polícia que se sentiu intimidada e com medo de que o filho sofra retaliação na escola.
A família foi orientada a procurar o Conselho Tutelar e a levar o menino para fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), em Sorocaba (SP).
O que diz a prefeitura
O que diz a prefeitura
Procurada pelo g1, a Prefeitura de Mairinque, por meio da Secretaria de Educação e Cultura de da cidade, informou que, ao tomar conhecimento do caso adotou imediatamente medidas administrativas e legais, instaurando uma sindicância interna do boletim de ocorrência feito pela família, além de colaborar com a Polícia Civil.
A administração disse que repudia qualquer forma de violência, mas também reforçou o compromisso com responsabilidade, verdade dos fatos e preservação das instituições públicas, garantindo transparência responsável e respeito à criança, à família, aos servidores e à comunidade escolar.
"É fundamental destacar que apurações administrativas e policiais ainda estão em andamento. Qualquer exposição precipitada, baseada em suposições ou sem a conclusão das investigações, pode gerar julgamentos indevidos, causar insegurança na comunidade escolar, fragilizar vínculos de confiança e produzir danos irreversíveis à imagem da escola e de seus profissionais, sem que os fatos tenham sido plenamente esclarecidos."
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