Prefeita de Juiz de Fora compara destruição a ‘Cem Anos de Solidão’ e diz esperar mais chuva forte
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Prefeita de Juiz de Fora compara destruição a ‘Cem Anos de Solidão’ e diz esperar mais chuva forte

Segundo a Prefeitura, busca por desaparecidos continua; Defesa Civil estima que 440 pessoas estão desabrigadas. Crédito: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Instagram

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), comparou a destruição provocada pela chuva à tragédia climática retratada pelo escritor colombiano Gabriel García Marques no fictício vilarejo Macondo, no romance “Cem Anos de Solidão”. Na literatura, o município é atingido por uma tempestade que dura mais de quatro anos.

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O que aconteceu ontem foi uma coisa inusitada. Parecia Cem Anos de Solidão, Macondo. Eu rezava para a chuva passar. Era intensa, destrutiva”, disse ela em entrevista à Globo News.

Ao menos 16 pessoas morreram em Juiz de Fora. Outros sete óbitos foram contabilizados em Ubá, também na Zona da Mata mineira. A Defesa Civil de Juiz de Fora emitiu um novo alerta para tempestades no começo da tarde desta terça, 24.

“Foi uma coisa extraordinariamente ruim e nós estamos nos preparando para o pior que possa acontecer”, completou. A região permanece em alerta e deve receber mais chuvas nas próximas horas.

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Imagens meteorológicas mostram que o temporal foi provocado por uma supercélula, tempestades isoladas, duradouras e organizadas, podendo permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.

A gravidade dos estragos fez a prefeita Margarida Salomão (PT) decretar calamidade pública em Juiz de Fora na madrugada desta terça. Crédito: Reprodução: @jfmargarida

Mais cedo, em vídeo divulgado nas redes socias, Margarida pediu que a população adote atividades reduzidas para evitar deslocamentos pela cidade. Segundo a gestora, fevereiro acumulou até então 584 mm de precipitação, se tornando o mês mais chuvoso da história do município.

“Não estou dizendo que deve fechar o comércio mas acho, considerando a dificuldade das pessoas de se deslocarem para seus locais de trabalho, que nós tenhamos um dia de recuperação, restauração, até que a normalidade venha a ser obtida”, disse em um vídeo publicado ainda durante a madrugada.

Bairros ilhados

Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram. Diversas regiões registraram dezenas de deslizamentos e quedas de árvores além do desabamento de dois prédios.

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A prefeitura suspendeu as aulas das escolas municipais e recomendou que servidores da prefeitura trabalhem remotamente nesta terça-feira.

Margarida destacou que odecreto de calamidade, assinado também durante a madrugada, permite à administração receber recursos federais, estaduais além de mobilizar voluntários e coordenar campanhas de arrecadação de bens essenciais para atender as pessoas afetadas.

“É uma situação extrema que exige medidas extremas. Nossa maior preocupação é a segurança da população e a preservação de vidas”, afirmou a gestora, acrescentando que todas as ações estão sendo coordenadas pela subsecretaria de Defesa Civil.

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