Epstein: Departamento de Justiça dos EUA apura se registros relacionados ao caso foram retidos por engano
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Epstein: Departamento de Justiça dos EUA apura se registros relacionados ao caso foram retidos por engano

Escândalo expõe uma série de pessoas ligadas a Epstein, preso por acusações de abuso e tráfico sexual com menores de idade. Crédito: Mariana Cury (roteiro) e João Abel (edição)

Gerando resumo

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que está investigando se reteve indevidamente documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein. O anúncio, divulgado na quarta-feira, 25, ocorreu após a imprensa americana noticiar que um lote de documentos divulgados pelo Departamento não incluía denúncias de uma mulher não identificada que alegou ter sido abusada sexualmente por Donald Trump e Epstein quando era menor de idade na década de 1980.

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“Diversas pessoas e veículos de comunicação sinalizaram sobre arquivos relacionados a documentos apresentados a Ghislaine Maxwell durante o processo criminal, que, segundo eles, parecem estar desaparecidos”, afirmou o Departamento de Justiça em uma publicação no X.

O comunicado afirma que, caso se constate que algum documento foi retido indevidamente e esteja em conformidade com a lei federal que exige a divulgação dos arquivos, “o Departamento, naturalmente, o publicará, em conformidade com a lei”.

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Que documentos são esses?

Os documentos em questão são uma série de entrevistas supostamente realizadas em 2019 com uma mulher que fez a acusação contra Trump. O presidente, por sua vez, sempre negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein. Notícias recentes afirmam que a acusadora foi entrevistada pelo FBI quatro vezes, enquanto a agência buscava avaliar o relato, mas apenas um resumo de uma dessas entrevistas foi incluído nos arquivos divulgados ao público.

O Departamento de Justiça anunciou no mês passado a liberação de mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados a Epstein. O departamento afirmou na ocasião que, embora estivesse tentando ser transparente, também tinha o direito de reter documentos que expusesse potenciais vítimas de abuso, que fossem duplicados, protegidos por sigilo profissional ou relacionados a uma investigação criminal em andamento. /AP

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