Com as altas temperaturas do verão, a busca por alternativas ao mar, como rios, cachoeiras e represas, cresce significativamente entre a população. No entanto, o aumento do fluxo de pessoas nesses locais traz um alerta preocupante sobre o risco de acidentes e afogamentos. Somente no mês de dezembro, o estado de Minas Gerais registrou pelo menos 22 mortes por afogamento.
Entre as ocorrências fatais, destaca-se o caso de um idoso de 62 anos que morreu ao tentar nadar em um córrego em Itabirito, na região central mineira. Em Poços de Caldas, no Sul de Minas, as equipes de resgate conseguiram salvar um homem de 44 anos que se afogava em uma represa.
O cenário de perigo se estende também a acidentes em quedas d'água; em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, um turista espanhol precisou ser resgatado pelos bombeiros após cair de uma altura de seis metros em uma cachoeira de difícil acesso.
Recomendações de segurança e prevenção
O aumento de frequentadores em ambientes aquáticos exige atenção redobrada, principalmente com crianças. O Major da Polícia Militar, Wantuir Neto, ressalta que o principal erro dos banhistas é subestimar os riscos do local. Segundo o oficial, mesmo quem possui conhecimento de natação não deve se aventurar em águas desconhecidas.
A orientação fundamental das autoridades é manter o nível da água sempre abaixo da linha da cintura. Além disso, a combinação de bebidas alcoólicas com banhos em rios ou represas é apontada como um fator de risco elevado para acidentes graves.
Para garantir a segurança, Wantuir Neto elenca pontos cruciais:
A preocupação das autoridades é que a descontração do período de férias não resulte em negligência. O cumprimento das normas de segurança é a única forma de evitar que as estatísticas de óbitos continuem subindo durante o restante da estação.