Uma onda de protestos ganhou força em diversas cidades dos Estados Unidos após a morte de uma cidadã americana durante uma abordagem da polícia anti-imigração (ICE). Renee Nicole Good, de 37 anos e mãe de três filhos, foi morta a tiros na cidade de Minneapolis. O episódio gerou comoção e revolta, provocando manifestações em Nova York, Philadelphia, Portland e na própria Minneapolis, onde o caso ocorreu.
Testemunhas que presenciaram a ação afirmam que Renee aparentemente se assustou ao ser abordada pelos agentes e deu marcha à ré no veículo. Vídeos do momento mostram que, ao tentar se desvencilhar da abordagem e manobrar o carro para o lado oposto, os disparos foram efetuados. A vítima foi atingida por três tiros.
Registros subsequentes mostram o momento em que um médico tentou examinar Renee no local, mas foi impedido pelos agentes federais. Outras imagens flagram paramédicos tentando reanimar a mulher já fora do automóvel, sem sucesso.
Investigação e divergências políticas
Diante da gravidade e da repercussão do caso, o FBI assumiu a investigação, que anteriormente estava sob responsabilidade de uma agência estadual. O incidente aprofundou a polarização política no país. O presidente Donald Trump defendeu publicamente a reação do agente do ICE, afirmando que a motorista teria tentado atropelar o fiscal. A Casa Branca reforçou essa narrativa ao publicar mensagens de apoio aos policiais e classificar os manifestantes como radicais.
Por outro lado, o governador de Minnesota, integrante do partido de oposição a Trump, convocou a população para manifestações pacíficas em apoio à família da vítima. Próximo ao local do crime, a companheira de Renee foi vista em estado de choque e prantos.
Escalada de violência nos protestos
De acordo com informações preliminares, duas pessoas ficaram feridas em Portland e foram encaminhadas para atendimento médico. O estado de saúde das vítimas ainda não foi divulgado pelas autoridades locais. A segurança em prédios federais foi reforçada em várias capitais estaduais enquanto os movimentos sociais prometem manter as mobilizações até que a investigação do FBI seja concluída.