Com a chegada do período de volta às aulas, a lista do material escolar entra no planejamento financeiro de muitas famílias. Para evitar que os gastos saiam do controle, é preciso tomar alguns cuidados.
De acordo com Marcos Miranda Souza, mestre em administração, os principais erros que levam os pais a gastarem mais do que o necessário com material escolar estão ligados à falta de planejamento e compras por impulso. “Um dos mais comuns é adquirir itens fora da lista oficial da escola ou em quantidade maior do que a exigida, o que encarece a compra sem trazer benefício real ao aluno”, explica.
Além disso, o especialista destaca que não pesquisar e comparar preços é outro erro frequente. “Muitos pais acabam comprando tudo em uma única loja, sem comparar valores entre estabelecimentos físicos e online, perdendo oportunidades de economia.”
Souza recomenda fazer uma avaliação prévia dos materiais do ano anterior para ponderar a real necessidade de comprar novos. Quando os itens estão em bom estado, é possível reaproveitá-los, evitando, assim, gastos desnecessários.
O administrador reforça, por exemplo, que cadernos com folhas em branco, lápis e canetas que ainda funcionam, mochilas e estojos em bom estado e itens de arte dentro do prazo de validade, podem ser reaproveitados sem prejuízo ao aprendizado.
Fazer um planejamento financeiro e definir limite de gastos é uma estratégia que ajuda a economizar na compra do material escolar.
Comprar em lojas físicas ou online?
Quando chega a hora de comprar o material escolar, muita gente opta pelas lojas online. Mas será que essa escolha é mais vantajosa do que ir até uma loja física? Souza destaca que não existe uma regra absoluta para saber qual opção é a mais indicada.
Por outro lado, nas lojas físicas, por exemplo, o consumidor pode avaliar a qualidade e a durabilidade do material, o que reduz o risco de trocas ou arrependimento,
Golpes mais comuns na compra de material escolar
As vendas no período de volta às aulas acabam escondendo armadilhas criadas por golpistas. A atenção precisa ser redobrada nesta época do ano para evitar golpes financeiros.
Souza explica que para fugir de prejuízos, é importante desconfiar de preços muito baixos, verificar a reputação da empresa, canais de contato e política de troca.
“São frequentes os anúncios de lojas inexistentes, sem CNPJ, endereço físico muitas vezes divulgados por links enviados por aplicativos de mensagens ou redes sociais”, alerta o administrador.
Outro golpe comum no volta às aulas é a venda de produtos falsificados ou usados como se fossem novos. Além disso, também há casos em que após o pagamento, o produto não é entregue ou tem qualidade inferior ao anunciado na loja.
O especialista explica que para evitar dores de cabeça na compra de material escolar, o consumidor deve sempre exigir a nota fiscal e se informar das políticas de troca da loja.