As exportações brasileiras de tilápia encerraram 2025 com resultados negativos, registrando queda de 8,5% no volume embarcado devido às barreiras comerciais internacionais, especialmente às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino dos filés frescos produzidos no país.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 15,1 mil toneladas de tilápia em 2025, abaixo das 16,5 mil toneladas de 2024; a receita somou US$ 59,8 milhões, uma retração anual de 4%, enquanto o faturamento em reais caiu 1,2%, totalizando R$ 336 milhões.
A abertura do mercado brasileiro para a tilápia do Vietnã gerou preocupações entre produtores nacionais, que enfrentam a concorrência de preços mais baixos devido aos custos menores do país asiático e questionam os controles sanitários, temendo riscos à saúde dos plantéis e à segurança alimentar, o que coloca em alerta a cadeia produtiva e impulsiona a busca por estratégias para 2026.
Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.
As exportações brasileiras de tilápia e seus derivados encerraram o ano de 2025 com resultados negativos, impactadas diretamente por barreiras comerciais internacionais. O volume total embarcado para o exterior registrou uma queda de 8,5% em comparação ao ano anterior, conforme apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (9) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O principal motivo para esse desaquecimento nas vendas externas foi a política tarifária adotada pelos Estados Unidos.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as taxações impostas pelo mercado norte-americano reduziram a competitividade do produto nacional. Os Estados Unidos são, historicamente, o maior comprador da tilápia brasileira, especialmente na forma de filés frescos. Com as novas alíquotas de importação, o peixe produzido no Brasil chegou mais caro ao consumidor norte-americano, o que desestimulou as compras ao longo do último ano.
Queda na receita e no volume
Os números consolidados pela Secex mostram o tamanho do impacto nas contas do setor de piscicultura. De janeiro a dezembro de 2025, o Brasil exportou um total de 15,1 mil toneladas de tilápia. Esse montante é significativamente inferior às 16,5 mil toneladas registradas em 2024. O recuo no volume físico refletiu diretamente no faturamento das empresas exportadoras.
Em dólares, a receita obtida com as vendas somou US$ 59,8 milhões. O valor representa uma retração de 4% no comparativo anual. Já quando convertido para a moeda nacional, o faturamento somou R$ 336 milhões. Nesse cenário, a queda foi um pouco menor, de 1,2% em relação a 2024, amortecida levemente pelas variações cambiais do período.
Preocupação com o mercado asiático
Além das dificuldades para enviar o produto para fora, o produtor brasileiro enfrenta desafios dentro de casa. Pesquisadores do Cepea destacam um cenário de alerta provocado pela abertura do mercado brasileiro para a tilápia vinda do Vietnã. A entrada do peixe asiático no Brasil gera duas grandes preocupações para a cadeia produtiva nacional.
A primeira é a competitividade econômica. O Vietnã possui custos de produção inferiores, o que permite que seu produto chegue às prateleiras brasileiras com preços agressivos, pressionando a margem de lucro do produtor local.
A segunda preocupação é de ordem sanitária. O setor produtivo questiona se o peixe importado segue os mesmos rigorosos controles de saúde animal e segurança alimentar exigidos dos piscicultores brasileiros. A introdução de patógenos ou doenças exóticas através da importação poderia colocar em risco a sanidade dos plantéis nacionais, comprometendo anos de desenvolvimento da aquicultura brasileira. Diante desse cenário de pressão nas duas pontas — dificuldade na exportação e concorrência na importação —, o setor busca estratégias para recuperar a rentabilidade em 2026.