Coalizão liderada por sauditas relata novo ataque a aeroporto de Riad um dia após morte de 12 pessoas
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Coalizão liderada por sauditas relata novo ataque a aeroporto de Riad um dia após morte de 12 pessoas

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen informou que um "projétil não identificado" atingiu o aeroporto internacional de Riad no domingo, 11, causando um incêndio, poucas horas depois de os houthis, apoiados pelo Irã, terem alertado as companhias aéreas e os viajantes para que se mantivessem afastados dos aeroportos ⁠sauditas.

A coalizão informou ainda que as defesas aéreas sauditas interceptaram um míssil ‌de cruzeiro nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Khalid. Não foram divulgados mais detalhes imediatamente.

O aeroporto permanece fechado após um ataque ocorrido no sábado ‌que matou 12 pessoas e feriu mais de ‌300, o ataque mais letal desse tipo no reino em mais ⁠de uma década, em meio a uma escalada dos combates entre os houthis e as forças governamentais iemenitas.

Apesar do fechamento temporário do aeroporto, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que uma conferência internacional sobre energia, planejada há muito tempo, ainda ocorreria em Riad no domingo.

A coalizão liderada pela ‌Arábia Saudita no Iêmen informou que o projétil de domingo teve como alvo ‌o Terminal 4 do aeroporto, ⁠sem dar mais ⁠detalhes.

Anteriormente, os houthis haviam dito em um comunicado no X: "Reiteramos nosso alerta a todas as ⁠companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e ‌viajantes contra o uso de ‌aeroportos e do espaço aéreo sauditas, pois eles estão vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em (cidades sagradas de) Meca e Medina."

"Exortamos todos a levarem ⁠nossos alertas a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas."

A Arábia Saudita intensificou seu envolvimento militar no Iêmen nas últimas semanas, lançando ataques contra os houthis e apoiando uma contraofensiva do governo iemenita depois que o grupo tomou território ‌estratégico ao longo da costa do Mar Vermelho no mês passado.

O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, administrado pelos houthis, afirmou no domingo, mais ⁠tarde, que novas ações militares sauditas no Iêmen provocariam uma resposta mais forte, acrescentando que suas ações seriam orientadas pelo princípio da reciprocidade.

"A menos que o inimigo saudita pare com sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser", afirmou o ministério em declarações veiculadas pela emissora de TV Al Masirah, controlada pelos houthis.

O presidente Donald Trump disse no sábado que os Estados Unidos estavam considerando se juntar aos ataques sauditas contra os houthis no conflito, uma ramificação da guerra mais ampla contra o Irã que EUA e Israel lançaram em fevereiro.

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