Boulos se pronuncia após morte do tio: 'Violência humanamente inexplicável'
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), usou as redes sociais para se pronunciar sobre a morte do tio. O dentista Carlos Boulos faleceu nesta terça-feira (6) aos 80 anos, vítima de um atropelamento após briga de trânsito em São Paulo.
"Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho! Te amamos muito!", disse o político em uma publicação no Instagram.
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Tio de Boulos morreu após briga de trânsito
O caso começou na noite de sábado (3), após uma colisão entre a **Toyota Hilux conduzida por Carlos** e um Fiat Palio. Houve uma discussão entre os motoristas e, em determinado momento, o dentista deixou a caminhonete e se aproximou do outro veículo.
Na versão registrada inicialmente pela polícia, o motorista do Palio avançou com o automóvel e atingiu Carlos. Com o impacto, o idoso caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves. Uma testemunha filmou parte do episódio, e as imagens ajudaram na identificação do veículo envolvido.
O motorista, Amilton Juscelino Rodrigues, de 61 anos, apresentou-se à Polícia Civil na segunda-feira (5), prestou depoimento e deixou a delegacia em liberdade. O carro também passou por perícia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o técnico em eletrônica foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil.
Defesa apresenta versão sobre o atropelamento
A defesa contesta que Rodrigues tenha agido com a intenção de atingir Carlos. De acordo com o advogado Natan Tolintino, o homem retornava de um hospital acompanhado da esposa e do filho quando ocorreu o desentendimento.
Segundo essa versão, Boulos teria buzinado, utilizado farol alto e conduzido a caminhonete em direção ao Palio antes de ultrapassá-lo e parar à frente. Em seguida, teria descido do veículo exaltado e se aproximado da família. Rodrigues, então, teria tentado sair do local por se sentir ameaçado.
"Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor. Essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares. A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação", afirmou Tolintino em nota enviada à 'Folha de São Paulo'.
São Paulo - Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, foi atropelado após uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, na noite do último sábado (3).
Segundo a polícia, o motorista de outro veículo teria manobrado deliberadamente contra a vítima, de 80 anos de idade, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves. Ele permanece hospitalizado, mas seu estado de saúde não foi divulgado.
A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio. O motorista fugiu do local e ainda está foragido.
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— g1 (@g1) October 5, 2026
Polícia analisa imagens e depoimentos
A Secretaria da Segurança Pública informou que as apurações seguem em andamento. agora, a Polícia Civil deve confrontar as versões apresentadas com os vídeos do episódio, relatos de testemunhas e resultados das perícias para esclarecer a dinâmica do atropelamento.
"A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário", afirmou a pasta. A investigação, a cargo do 5º Distrito Policial, na Aclimação, deverá estabelecer as circunstâncias que antecederam o atropelamento e a responsabilidade criminal do motorista.