Brasileira desaparecida na Itália: marido morto em colisão de barco perdeu tio há 18 anos em acidente semelhante
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Brasileira desaparecida na Itália: marido morto em colisão de barco perdeu tio há 18 anos em acidente semelhante

Sean Michieli, de 25 anos, morreu após o barco em que estava com Gabriella Querino bater em um táxi aquático; em 2007, seu tio Endrius morreu aos 19 anos em outro acidente náutico em Veneza

Por O Globo — Rio de Janeiro

15/09/2026 03h00 Atualizado 15/09/2026 03h00

A família de Sean Michieli, de 25 anos, morto após uma colisão entre embarcações na lagoa de Veneza, na Itália, já havia enfrentado uma tragédia semelhante há quase 19 anos. Em 26 de outubro de 2007, Endrius Michieli, tio de Sean, morreu aos 19 anos em um acidente náutico na região de Fondamente Nuove, em Veneza.

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  • Sean morreu após o pequeno barco que pilotava colidir com um táxi aquático na madrugada do último sábado (12), no canal de Tessera, próximo ao Aeroporto Marco Polo. A esposa dele, a brasileira Gabriella Querino Elorriaga, de 25 anos, continua desaparecida. As buscas na lagoa foram retomadas nesta segunda-feira.

    O casal havia saído da ilha de Burano, onde morava, em direção a San Giuliano, no continente. Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana, os dois eram apaixonados por pesca e tinham deixado a ilha em busca de isca.

    O impacto afundou a pequena embarcação. Sean foi retirado da água e levado ao Hospital Sant'Angelo, em Mestre, com traumatismo craniano grave. Ele passou por duas cirurgias, mas morreu na noite de domingo (13), enquanto ela segue desaparecida. Equipes dos bombeiros, mergulhadores e policiais fazem buscas na região de Tessera, com auxílio de uma embarcação equipada com sonar, helicóptero e drones.

    Tio morreu aos 19 anos

    A morte de Sean reabriu na família a lembrança do acidente que matou Endrius Michieli em 2007. Segundo a mídia italiana, o tio de Sean tinha 19 anos quando morreu em um acidente náutico ocorrido em Fondamente Nuove, em Veneza.

    Veja as imagens da antiga passagem secreta usada pela nobreza de Florença, na Itália

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    O Corredor de Vasari, antiga passagem secreta usada pelos Médici nos áureos tempos de Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari foi construído há quase 500 anos e tem 750 metros de extensão em Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O interior da igreja de Santa Felicita visto a partir de uma janela do Corredor de Vasari, a 'passagem secreta' usada pela nobreza de Florença e que acaba de ser reaberta ao público — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    Pessoas caminham pelo Corredor de Vasari, que passa sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O interior da igreja de Santa Felicita visto a partir de uma janela do Corredor de Vasari, a 'passagem secreta' usada pela nobreza de Florença e que acaba de ser reaberta ao público — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari foi construído pelo arquiteto Giorgio Vasari in 1565 para que os grandes duques se movessem livremente do Palazzo Pitti à sede do governo de Florença, o Palazzo Vecchio — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari foi construído pelo arquiteto Giorgio Vasari in 1565 para que os grandes duques se movessem livremente do Palazzo Pitti à sede do governo de Florença, o Palazzo Vecchio — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari fica no andar de cima da Ponte Vecchio, um dos cartões-postais de Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari fica no andar de cima da Ponte Vecchio, um dos cartões-postais de Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    Uma vista da galeria onde fica o Corredor de Vasari, com arcos e janelas posicionados ao longo das margens do Rio Arno e sobre a Ponte Vecchio, em Florença — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Rio Arno visto de uma janela do Corredor de Vasari, em Florença — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Rio Arno visto de uma janela do Corredor de Vasari, em Florença — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    O Corredor de Vasari fica no andar de cima da Ponte Vecchio, um dos cartões-postais de Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

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    A réplica da estátua "David", de Michelangelo, em frente ao Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria, em Florença, na Itália — Foto: Andreas Solaro / AFP

    As circunstâncias dos dois acidentes são diferentes e não há, até o momento, indicação de relação entre os casos. A coincidência, porém, foi destacada pela imprensa italiana diante da nova tragédia envolvendo a família Michieli.

    Buscas por brasileira

    A operação que busca por Gabriella é dificultada pela turbidez da água, pela variação da profundidade do fundo da lagoa e pelas correntes provocadas pelas marés. As equipes também ampliaram a área de buscas para pontos próximos ao local da colisão.

    Uma bolsa com documentos e pertences pessoais da brasileira foi encontrada no sábado, nas proximidades do acidente. O objeto reforça que Gabriella estava na embarcação no momento da colisão.

    O caso é investigado pelo Ministério Público de Veneza. O condutor do táxi aquático é investigado por suspeita de homicídio culposo náutico. A promotoria determinou a realização de uma autópsia no corpo de Sean e exames técnicos nas embarcações para tentar reconstruir a colisão, incluindo a velocidade e a trajetória dos barcos.

    A família de Gabriella, natural de Ribeirão Preto (SP), deve viajar para a Itália para acompanhar as buscas.

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