Ato na Paulista reaproxima Tarcísio, Nikolas e Malafaia da campanha de Flávio com ataques a Moraes e críticas ao PT
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Ato na Paulista reaproxima Tarcísio, Nikolas e Malafaia da campanha de Flávio com ataques a Moraes e críticas ao PT

Apesar de o próprio presidenciável ser investigado no caso Master, revelações sobre ministro do STF alimentaram discursos de aliados que vinham afastados

07/09/2026 17h06 Atualizado 07/09/2026 17h37

A manifestação de 7 de Setembro da direita na Avenida Paulista, em São Paulo, reaproximou o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de lideranças que estavam afastadas da campanha. Na esteira do fortalecimento do mote “fora Moraes”, figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia fizeram discursos enfáticos no palanque do candidato.

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  • Todos eles tiveram momentos de afastamento nos últimos meses. Malafaia, por exemplo, ficou mais distante de Flávio quando houve a crise entre o senador e a madrasta dele, Michelle Bolsonaro. Na Paulista, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, tradicional organizador de atos bolsonaristas, voltou a marcar presença.

    Malafaia afirmou nesta segunda-feira que não pretendia “caluniar ou difamar” ninguém, mas pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes, chamado por ele de “ditador de toga”. O pastor citou ainda o contrato da mulher do magistrado, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, e aproveitou o episódio para atacar o PT.

    — Esse contrato é uma prova da compra do poder e da influência desse ditador. Vocês já viram que Lula e o PT não dão uma palavra contra esse cara depois de toda essa lama? Fora Lula, fora Alexandre de Moraes, fora PT — bradou. — Nós não viemos aqui pregar a desmoralização do STF, não vamos cair nesse jogo. Precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República. Então vai aqui meu pedido ao excelentíssimo presidente do STF, Edson Fachin. Pelo bem da Suprema Corte, afaste Alexandre de Moraes.

    Tarcísio, por sua vez, que vem se envolvendo de forma mais tímida na campanha de Flávio, adotou postura menos dura, embora tenha exigido uma “resposta” do Supremo e endossado o apelo da direita pela formação de uma maioria no Senado, Casa que tem poder de aprovar o impeachment de ministros.

    – As últimas revelações sobre o Moraes e sobre o Supremo precisam de resposta. Quando há dúvida acerca da conduta e do exercício da magistratura, uma resposta institucional precisa ser dada. Está na hora do tribunal se unir para apurar e dar a resposta que a sociedade precisa — afirmou. — A gente precisa relembrar de uma máxima: ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei, ninguém está acima da Constituição.

    Ao lado do presidenciável, o governador disse que é preciso "eleger senadores comprometidos com o Brasil" e pediu votos para os candidatos de sua chapa em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Acirrada, a disputa pelo Senado no estado tem Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas apoiadas por Lula, numericamente à frente dos postulantes da direita, segundo as pesquisas recentes.

    Já Nikolas Ferreira, que aliados de Flávio acusam de ter uma agenda eleitoral mais concentrada em formar uma bancada própria do que em ajudar o candidato à Presidência, alegou que o filho de Jair Bolsonaro é o único candidato capaz de tirar o PT do poder e vaticinou que, no dia 4 de outubro, “o Brasil vai picar o pé na bunda do PT”.

    O deputado conhecido pelo alcance nas redes sociais também martelou a necessidade de eleger senadores e enfileirou críticas a Moraes e outras autoridades, como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de quem cobrou o impeachment do ministro do STF.

    — O seu lugar, Xandão, é na cadeia — disse ainda.

    Os discursos críticos à relação entre a família Moraes e Vorcaro se deram ao lado de Flávio, ele próprio envolvido no caso. O presidenciável mandou áudios e mensagens de texto ao banqueiro, além de ter se reunido presencialmente com ele, a fim de pedir dinheiro para a cinebiografia do pai.

    Entre as suspeitas que estão sob investigação da PF, destaca-se a destinação do dinheiro que foi transferido pelo dono do Master. A polícia busca entender se todos os recursos foram de fato empregados na produção do filme.

    Nikolas é outro que, na semana passada, apareceu no caso Master. Em março de 2025, ele enviou um áudio a Vorcaro, chamado por ele de “Dani”, em que pediu ajuda para que um ex-assessor conseguisse liberar um ativo minerário.

    No ato da Paulista, o parlamentar associou o vazamento do áudio, publicado pelo portal ICL, a um dossiê contra Moraes produzido por ele.

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