Argentino é suspeito de matar família de músico no México
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Argentino é suspeito de matar família de músico no México

Um argentino é suspeito de matar o musico Jonathan “Honas” Meléndez Ochoa e mais três pessoas de sua família na noite de terça-feira, 1º, em um apartamento de luxo no México. O filho mais velho, de 6 anos, foi o único sobrevivente da chacina, pois, segundo a polícia, ele se escondeu debaixo da cama enquanto ocorria o tiroteio.    

Além do músico, morreram a mãe, Ana Paola, que estava grávida de quatro meses; a irmã de 3 anos; uma jovem de 21 anos, que trabalhava na casa como babá; e o cachorro da família.

De acordo com o jornal argentino Clarin, a criança sobrevivente ficou mais de três horas embaixo da cama, e só saiu após a chegada da polícia. Os corpos foram encontrados pela polícia pouco antes da meia-noite da terça-feira. 

O compositor e tecladista da banda mexicana Camilo Séptimo, Meléndez e sua esposa foram encontrados amarrados com fita adesiva e baleados na cabeça. A menina também foi atingida na cabeça, a funcionária tentou fugir e foi baleada pelas costas.

A polícia mexicana prendeu dois suspeitos. Um deles é Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, apontado como principal suspeito do crime. Ele seria sócio de Meléndez em um negócio de aluguel de imóveis para temporada.

O segundo homem preso é apontado como motorista de Diego. Segundo o jornal Clarín, Diego nasceu na Argentina, mas também tem cidadania mexicana.

Uma das principais linhas de investigação é a de que o crime tenha sido motivado por uma disputa financeira.

O músico teria investido dinheiro na empresa Nomad Property Management, ligada ao suspeito de assassinato. A empresa e Diego haviam sido alvo de denúncias nas redes sociais por supostas fraudes em aluguéis. Uma das denúncias, publicada em julho e reportada pelo jornal espanhol El País, afirma que uma pessoa teria perdido o equivalente a R$ 150 mil.

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram o suspeito passando pela portaria no fim da tarde de terça-feira. Segundo reportagem do El País, ele aparece sozinho no elevador, usando boné e óculos escuros e carregando uma mochila.

As autoridades afirmam que o suspeito chegou ao apartamento armado. Depois do crime, teria deixado o local com a ajuda do segundo suspeito.

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