'Estamos firmes', diz Maduro ao publicar fotos da prisão
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas em uma operação militar americana em janeiro. Eles estão detidos em uma prisão no Brooklyn, acusados de tráfico de drogas e porte ilegal de armas, acusações que ambos negam.
"Envio estas fotos como um pequeno presente para todos os meus netos e netas, para os meninos e meninas, e para todas as pessoas nobres que nos amam", escreveu ele no aplicativo de mensagens Telegram.
"Quero que saibam que estamos firmes, com nossos corações cheios do amor de vocês", acrescentou.
Pequeño regalo de amor y esperanza
Envío estas fotos como un pequeño regalo a todos mis nietos y nietas, a los niños y niñas, y a toda la gente noble que nos ama. pic.twitter.com/Z6u3130arn
Nas duas fotos publicadas, Maduro veste um agasalho cinza enquanto faz o sinal da paz com as mãos. Ele parece ter perdido bastante peso desde sua captura.
As fotos, embora tenham sido publicadas neste domingo, datam, segundo o registro da câmera, de 25 de junho, um dia após o terremoto duplo mortal que deixou mais de 6.500 mortos e causou destruição no norte da Venezuela.
"Permaneceremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá", concluiu.
A mensagem foi publicada dois dias depois de sua sucessora, a presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciar um acordo petrolífero "histórico" que permite aos Estados Unidos operar campos de petróleo na Venezuela.
Rodríguez governa sob intensa pressão de Washington e afirma ter "escolhido o caminho da diplomacia" com os Estados Unidos porque deseja que a Venezuela se torne uma "potência energética".
Na prisão, Maduro não tem acesso a jornais ou à internet, mas está autorizado a falar por telefone com sua família e advogados por aproximadamente 300 minutos por mês, com um máximo de 15 minutos por ligação, segundo uma fonte próxima ao líder.
Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, afirma que ele está com boa saúde e dedica seu tempo ao estudo da Bíblia.
O julgamento nos Estados Unidos contra Maduro e sua esposa começará em 1º de junho de 2027, anunciou um tribunal federal de Nova York no final de julho.
Com AFP