Expulsão e polêmicas da arbitragem dão contorno heroico à triunfo do Vasco sobre o Vitória na Copa do Brasil; análise
Exclusivo para assinantes
Equipe supera o rival em São Januário, com um a menos e leva vantagem para a Bahia
27/08/2026 04h30 Atualizado 27/08/2026 04h44
Uma partida com superação, sufoco e polêmicas de arbitragem deu contornos heroicos ao triunfo do Vasco por 1 a 0 sobre o Vitória, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, em São Januário. O cruz-maltino começou melhor, mas sofreu um baque com a expulsão precoce de Barros. Ainda assim, demonstrou controle emocional para voltar ao segundo tempo e decidir com Andrés Gómez. Agora, tem a vantagem para o jogo de volta, no Barradão, em Salvador, na próxima quarta-feira.
Após esgotar todos os ingressos em poucas horas, a torcida compareceu em peso ao estádio e, além de dar força às ações dentro de campo, aproveitou para demonstrar aprovação à negociação com Marcos Lamacchia, principal interessado em adquirir a SAF do clube. Foi estendida uma faixa próxima à arquibancada social com os dizeres “Que golaço o Lamacchia no Vasco”.
Já com a bola rolando, a expulsão de Barros aos 17 minutos parecia empurrar o time para um abismo dentro de casa. O volante se precipitou ao tentar dar um passe arriscado como último homem e chutou em cima de Kayzer. No instinto, colocou o braço para impedir a passagem da bola. Num primeiro momento, o árbitro Matheus Delgado Candançan marcou apenas a falta e aplicou cartão amarelo. Após revisão no VAR, mudou o cartão para vermelho, apesar de a bola também ter batido no braço do centroavante do Vitória no lance.
Para reequilibrar o time, Pedro Emanuel sacou Spinelli e colocou Paulo Henrique para fazer uma dobra pelo lado direito com Puma Rodríguez e deixar Colidio como homem solo do ataque. Antes de sair, o argentino ainda participou de nova polêmica. O zagueiro Cácá foi para a dividida de cabeça com Spinelli dentro da área e também abriu o braço para cortar a bola. O árbitro, porém, marcou falta inicial do atacante por desequilibrar o defensor.
Ao fim da primeira etapa, a torcida do Vasco protestou contra o trio de arbitragem, com xingamentos e arremessos de copos na direção do campo. Quem também reclamou foram os dirigentes vascaínos, que cercaram o árbitro na entrada do túnel.
Apesar da desvantagem numérica, o Vasco não recuou. No segundo tempo, seguiu buscando a vitória. Em uma blitz, quase abriu o placar primeiro com Paulo Henrique, depois com Andrés Gómez e Colidio. O colombiano chegou a balançar as redes, mas estava em impedimento. Minutos depois, em uma bela jogada individual, cortou para a esquerda e fez o gol que seria o do triunfo.
Com o placar a favor, o cruz-maltino passou a se resguardar mais na defesa, mas sem deixar de atacar. Tanto que Colidio quase ampliou, em chute que parou na trave. No fim, o Vitória foi para o abafa. E aí foi a vez de Léo Jardim fazer defesas importantes e assegurar o resultado.