Contraventor Adilsinho e ex-PM Sem Alma têm prisão decretada por execução de policial penal ligado à máfia do cigarro
Contra os dois foram expedidos mandados de prisão preventiva; Justiça determinou ainda permanência do bicheiro em presídio federal de segurança máxima
Por O Globo — Rio de Janeiro
03/06/2026 10h43 Atualizado 03/06/2026 11h01
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GERADO EM: 03/06/2026 - 10:43
Justiça decreta prisão de Adilsinho e ex-PM por assassinato de policial penal no Rio
A Justiça decretou a prisão preventiva do contraventor Adilsinho e do ex-PM Rafael Dutra, pela execução do policial penal Bruno Kilier, em junho de 2023. Ligado à máfia do cigarro, o crime foi planejado com rastreamento GPS. O Gaeco aponta o grupo de Adilsinho por tentar monopolizar o mercado ilegal de cigarros no Rio. Adilsinho permanecerá em presídio de segurança máxima.
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O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, e Jefferson Rodrigues da Silva, o Jefe, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. O pedido partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Os três foram denunciados pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. O crime faz parte de uma série de assassinatos relacionados à máfia do cigarro, que também mantém ligações com disputas envolvendo o jogo do bicho.
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De acordo com a denúncia, a vítima foi executada a tiros de fuzil após ser monitorada por integrantes da quadrilha de Adilsinho por meio de um equipamento de rastreamento por GPS instalado clandestinamente em seu veículo para monitorar sua movimentação. As investigações revelaram que Bruno Kilier representava uma fabricante de cigarros e teria se tornado um obstáculo aos interesses da organização criminosa do contraventor.
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O Gaeco aponta o bando de Adilsinho como responsável por tentar monopolizar a comercialização ilegal de cigarros no Estado do Rio. Ainda segundo o MP, Rafael Dutra é apontado como homem de confiança do bicheiro e participou da logística do monitoramento e do planejamento da execução. Jefferson Rodrigues da Silva teria adquirido, configurado e fornecido o rastreador.
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Na decisão que recebeu a denúncia, além da decretação da prisão preventiva dos três acusados, a Justiça determinou a permanência de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima. Ele foi preso em fevereiro deste ano em Cabo Frio, na Região dos Lagos.