De acordo com a Polícia Civil, traficantes atiraram para que um bandido conhecido como RF, apontado como chefe do Comando Vermelho na região, conseguisse fugir do certo
Por O Globo — Rio de Janeiro
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GERADO EM: 03/02/2026 - 09:40
Operação em Belford Roxo termina com morte, prisões e apreensões
Durante uma operação da Polícia Civil na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, um morador morreu e dois ficaram feridos após traficantes atirarem para facilitar a fuga de RF, chefe do Comando Vermelho. Cinco suspeitos foram presos e armas e drogas apreendidas. Em outro incidente, Tatiany Brandão Cruz foi morta em Irajá, possivelmente devido a disputas entre facções. As investigações continuam.
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Um morador morreu e outros dois ficaram feridos durante uma operação da Polícia Civil na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, nesta segunda-feira. Cinco suspeitos de atacar os policiais a tiros foram presos. Os agentes apreenderam armas e drogas.
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De acordo com a Polícia Civil, esquipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Baixada Fluminense (DRFA-BF), com apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), estavam em busca de um traficante conhecido como RF, apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) na região do Castelar .
Ainda segundo a corporação, traficantes abriram fogo contra policiais e moradores para que RF conseguisse fugir do cerco. Investigações da DRE-BF indicam que ele é responsável por ataques contra agentes durante uma ação realizada no início de janeiro deste ano por delegacias especializadas da Baixada Fluminense.
Os três moradores feridos durante o confronto desta segunda-feira foram socorridos pelos policiais para uma unidade de saúde na região. O que morreu se chamava, segundo o g1, Wanderley Silva Junior. Após a operação, um grupo fez um protesto em frente à DRFA-BF e depois ateou fogo em lixo.
As investigações continuam com o objetivo e localizar RF e responsabilizar todos os envolvidos na organização criminosa.
Moradora morta na capital
Moradora morta na capital
Na capital carioca, outro episódio de violência, no último domingo, terminou com uma moradora da comunidade das Malvinas, em Irajá, na Zona Norte, morta. A manicure Tatiany Brandão Cruz, de 41 anos, estava na frente de casa quando foi atingida por um tiro na cabeça. Ela chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Irajá e transferida para o Hospital municipal Salgado Filho, mas não resistiu.
Na ocasião, outros dois moradores ficaram feridos. Sebastião Gomes Valadão, de 72 anos, e João dos Santos, de 71, foram levados para Hospital estadual Carlos Chagas. De acordo com a Fundação Saúde, João já recebeu alta médica. Já Sebastião permanece internado em estado estável.
A suspeita é de que o tiroteio no qual os três foram baleados tenha sido durante uma disputa por territórios entre facções criminosas que agem no Rio. A Polícia Militar informou que equipes do 41º BPM (Irajá) intensificaram o policiamento na região das Malvinas.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na 23ª DP (Méier) e será encaminhado à 27ª DP (Vicente de Carvalho). "Diligências estão em andamento para apurar os fatos", afirmou a corporação.