Cantora compartilhou desafios e conquistas ao longo da jornada com os fios, enquanto profissionais deram orientações sobre prevenção, tratamento e fortalecimento
Por O Globo — Rio de Janeiro
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GERADO EM: 03/02/2026 - 10:40
Maiara discute alopecia feminina ao exibir cabelo natural e promove saúde capilar
Maiara, ao aparecer com cabelo natural, trouxe à tona a discussão sobre alopecia feminina, compartilhando sua experiência com a condição e destacando a importância de escolhas conscientes para a saúde capilar. Especialistas explicam que a alopecia androgenética, prevalente entre mulheres, é multifatorial e requer acompanhamento médico para controle. O debate desmistifica a estética capilar e enfatiza a necessidade de cuidados adequados.
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Ao aparecer publicamente com o cabelo natural e sem maquiagem, Maiara não apenas respondeu a comentários sobre sua aparência: ela abriu um espaço de discussão sobre alopecia feminina, um tema ainda cercado de estigmas. Diagnosticada com alopecia androgenética, a cantora compartilhou como a condição afetou sua relação com a própria imagem, os desafios enfrentados ao longo dos anos e a importância de escolhas conscientes para cuidar da saúde dos fios, incluindo o uso estratégico de laces e a redução de procedimentos agressivos.
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"Cabelo fala diretamente sobre autoestima. Para quem trabalha com imagem, isso pesa ainda mais", afirmou a artista, lembrando que, desde muito jovem, recorreu a diferentes técnicas estéticas, como amarrações, fitas e alongamentos, que acabaram agravando a fragilidade dos fios. O diagnóstico trouxe não apenas respostas, mas também a necessidade de mudança de rota. "Cheguei a um ponto em que praticamente não tinha mais cabelo. Hoje, ver ele crescer de novo é uma vitória", disse.
A experiência de Maiara reflete a realidade de muitas mulheres que convivem com a queda capilar sem compreender inicialmente suas causas. Segundo Fernanda Nichelle, médica especialista em estética.
"A alopecia é um quadro clínico multifatorial, que pode envolver alterações hormonais, fatores genéticos, questões nutricionais, emocionais e até práticas inadequadas de cuidado capilar. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental", destaca.
Fernanda explica que a alopecia androgenética é o tipo mais comum entre mulheres e se caracteriza por uma queda progressiva e silenciosa. "Diferente do que muitos imaginam, não é uma perda abrupta. O fio vai afinando, a densidade diminui e o couro cabeludo passa a ficar mais aparente, principalmente na região do topo e da risca central", diz.
Ela reforça que, embora algumas formas de alopecia não tenham cura, todas podem ser controladas quando diagnosticadas precocemente: "Não existe tratamento único. Cada caso exige uma estratégia individualizada, baseada na causa."
Para Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, o posicionamento de Maiara vai além da estética. "Quando uma mulher pública fala abertamente sobre alopecia, ela ajuda a quebrar o mito de que cabelo bonito é sinônimo de cabelo farto o tempo todo. A alopecia androgenética é genética e hormonal. Muitas vezes, a pessoa convive com essa predisposição por anos até que algum gatilho, como cirurgias, estresse intenso ou alterações hormonais, faça a condição se manifestar", observa.
Mari alerta ainda para os riscos de procedimentos estéticos em fios já fragilizados: "Alongamentos que tracionam, como fitas e queratina, podem acelerar a perda em quem tem predisposição, levando inclusive à alopecia por tração. As laces, quando bem indicadas e aplicadas corretamente, costumam ser uma alternativa mais segura, porque não exercem tensão direta sobre o fio."
A especialista reforça que o tratamento da alopecia exige constância e informação. "Não é sobre esconder, é sobre cuidar. Quanto antes se identifica, maiores são as chances de estabilizar o quadro e preservar o cabelo. O fio pode até não voltar a ser como antes, mas é possível recuperar densidade, resistência e, principalmente, a confiança", conclui.