Haddad diz que indicou Guilherme Mello e professor de Cambridge para diretoria do BC, mas que Lula não tomou decisão
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Haddad diz que indicou Guilherme Mello e professor de Cambridge para diretoria do BC, mas que Lula não tomou decisão

Ministro diz que presidente ainda vai se reunir com ele e com Galípolo para tratar do tema

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    GERADO EM: 03/02/2026 - 09:04

    Haddad indica nomes para o BC, mas decisão de Lula é aguardada

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que indicou Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para a diretoria do Banco Central, mas o presidente Lula ainda não tomou uma decisão. Apesar de conversas prévias e da expectativa de que os nomes sejam bem recebidos, a reunião para discutir o tema não ocorreu devido a outras crises governamentais. Haddad criticou reações de ex-diretores do BC, considerando-as exageradas e orquestradas.

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    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou nenhuma decisão sobre as indicações para a diretoria do Banco Central (BC), apesar de já ter recebido sugestões. Haddad disse que levou ao presidente os nomes do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, e do economista Tiago Cavalcanti, professor de Cambridge e da FGV-SP. Segundo ele, Lula ainda não convidou formalmente nenhum indicado.

    — Eu posso atestar que o presidente não convidou ninguém ainda — disse Haddad em entrevista à BandNews.

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  • De acordo com o ministro, há semanas Lula informou que chamaria Haddad e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do tema, mas a reunião ainda não ocorreu.

    O ministro relatou que, há cerca de três meses, apresentou a Lula os nomes de Mello e Cavalcanti. Segundo Haddad, a sugestão foi feita com base em conversas prévias com ambos e na avaliação de que os nomes poderiam ser bem recebidos tanto pelo presidente da República quanto pela direção do BC.

    — Quando eu imaginei que o presidente poderia encaminhar para o senado as indicações eu levei a ele dois nomes que me parecem muito interessantes. Um deles é o Tiago Cavalcanti, e outro é meu secretário de Politica Econômica. E três semanas atrás, ele (Lula) disse para mim e para o Galípolo que ia nos chamar para conversar, mas ele não tomou a decisão — completou Haddad.

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    Desde então, porém, o tema não voltou à pauta por causa de outras crises enfrentadas pelo governo, como os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e questões relacionadas ao crédito imobiliário.

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  • O ministro também reagiu às críticas públicas de ex-diretores do Banco Central à possível escolha de nomes ligados ao governo. Ele classificou a reação como “orquestrada” e “deselegante” e afirmou que há exagero nas acusações de interferência política. Haddad ainda criticou a atuação de ex-dirigentes da instituição, citando decisões passadas que, segundo ele, contribuíram para a desvalorização do câmbio e para o cenário econômico que antecedeu as últimas eleições.

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    Haddad também criticou decisões do Poder Judiciário que permitem a exclusão de receitas próprias do Judiciário e do Ministério Público do cálculo das regras do novo arcabouço fiscal e afirmou que a medida não é "boa" do ponto de vista das contas públicas.

    — Conceitualmente, do ponto de vista econômico, é uma decisão que não é boa para o arcabouço — afirmou. Segundo ele, as decisões acabam driblando a lógica do novo regime fiscal, que busca limitar o crescimento das despesas à evolução das receitas.

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  • O ministro também relatou que discussões no Congresso sobre a proposta de autonomia financeira do Banco Central acenderam um alerta na equipe econômica em relação à situação do Banco Master. Segundo Haddad, a tentativa de ampliar o valor das garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) indicou dificuldades no funcionamento da instituição.

    — Quando começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do BC e queriam aumentar o valor da garantia do FGC, aquilo me chamou a atenção. Colocamos o radar ligado na Fazenda, porque uma quebra de banco pode ter implicações tributárias severas — disse.

    O ministro disse que não sabe se houve falha de fiscalização por parte do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e que nunca tratou do tema diretamente com ele.

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