Competições ganham força na cidade, onde estudantes de diferentes escolas colecionam prêmios
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GERADO EM: 30/01/2026 - 19:52
Estudante de Niterói brilha com 15 medalhas em olimpíadas científicas
Mariah Monteiro Pessoa, aluna de Niterói, destacou-se ao conquistar 15 medalhas em olimpíadas científicas, incluindo ouros em Matemática e Educação Financeira. O sucesso reflete um crescente apoio institucional e treinamento específico em escolas locais, como o Colégio Pensi, que promove turmas olímpicas para desenvolver raciocínio lógico e criatividade, além de incentivar a participação em competições nacionais e internacionais.
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Em Niterói, alunos da rede privada exemplificam como o suporte institucional e o treinamento focado permitem o alcance de resultados em níveis nacionais e internacionais.
Um dos casos de destaque na cidade é o de Mariah Monteiro Pessoa, de 15 anos, aluna do Pensi de Icaraí. Só em 2025, a estudante acumulou mais de 15 medalhas, incluindo ouros em competições como a Olimpíada Canguru de Matemática e a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira.
— Minha primeira prova foi a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2023, e o que despertou meu interesse pelas olimpíadas de conhecimento foi o incentivo do meu pai e minha ambição por medalhas. Sempre fui muito competitiva e curiosa — conta.
Segundo a aluna, o maior desafio foi lidar com a pressão da autocobrança por bons resultados e com a ansiedade na espera pela divulgação dos resultados.
— Para quem acha que olimpíadas científicas são “só para gênios”, eu diria para repensar essa ideia, porque elas são abertas a todos e experiências que só têm a acrescentar na trajetória de cada aluno. A escola e os professores tiveram um papel fundamental nesse meu processo — afirma Mariah.
Turmas olímpicas
Turmas olímpicas
Enquanto exames como o Enem exigem agilidade para resolver 90 questões em cinco horas, competições como a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) propõem poucas questões com alto nível de complexidade, exigindo horas de análise — no caso da OBM são apenas três para serem resolvidas em quatro horas e meia.
Para sustentar um bom desempenho, escolas têm estruturado turmas olímpicas que reúnem alunos com interesse em ambientes de alta motivação. De acordo com Lucas Herlin, responsável por esses grupos no Colégio Pensi, a estratégia envolve o contato direto com professores especialistas e materiais específicos que abordam conteúdos muitas vezes ausentes na sala de aula convencional.
— As turmas olímpicas do Pensi buscam estimular e desenvolver esses alunos em diversas áreas, por meio de aulas e contato com professores ex-olímpicos. Percebemos que reunir esses estudantes em um mesmo ambiente aumenta a motivação para os estudos e fortalece também as relações interpessoais, criando um grupo de afinidade social — diz.
Os Colégios Salesianos de Niterói (em Santa Rosa e na Região Oceânica) contam com um programa de excelência estudantil que oferece descontos nas mensalidades para alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio com ótimo rendimento escolar e bom desempenho em olimpíadas pedagógicas.
— Incentivamos a participação em olimpíadas internas e externas desde o 3º ano do fundamental. Essa prática valoriza o desempenho acadêmico e contribui para a construção de uma base sólida de aprendizagem, preparando os estudantes para avaliações futuras, como o Enem e os vestibulares — destaca a diretora pedagógica do Salesiano Santa Rosa, Ana Paula Garcia.
O impacto desse incentivo é percebido pelas famílias. Mãe de Antônio Lopes, de 10 anos, estudante do 6º ano fundamental no Salesiano Santa Rosa, a arquiteta Amanda Damasco conta que foi surpreendida este ano com o desconto concedido ao filho, em reconhecimento ao desempenho acadêmico e aos resultados obtidos em olimpíadas científicas no ano passado. Ele participou de quatro: Obmep, Omerj, Canguru e Beabá.
— Desde muito cedo o Antônio sempre demonstrou um interesse e um foco acima da média, e na escola acabou ficando à frente do conteúdo trabalhado para a idade. No Salesiano, ele encontrou um ambiente que observou essas características, permitiu o avanço pedagógico e estimulou a participação em olimpíadas científicas, nas quais passou a conquistar bons resultados. E foi algo muito natural, sempre parte dele a vontade de participar. Esse reconhecimento mostra que o esforço do aluno é valorizado de forma concreta e que o estímulo vai muito além da sala de aula — afirma.
* Esta matéria integra o especial de educação do GLOBO-Niterói, publicado em 01/02.