Sistema acompanha sinais vitais como pressão arterial e frequência cardíaca dos ocupantes dos 420 leitos do Ronaldo Gazolla
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GERADO EM: 30/01/2026 - 19:50
Hospital Ronaldo Gazolla: Pioneirismo em Monitoramento 24h de Pacientes no Rio
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Na sala de controle do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, a atenção não dorme. Telas acesas acompanham, dia e noite, batimentos, respiração, movimentos e rotina de quem está internado. O monitoramento assistencial 24 horas, implantado recentemente na unidade, inaugura uma nova etapa no cuidado hospitalar da rede municipal, com foco na prevenção de riscos e na resposta rápida a qualquer alteração no estado do paciente.
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Gerido pela RioSaúde, o Gazolla abriga hoje uma das maiores centrais de monitoramento assistencial da rede pública do país. Os 420 leitos do hospital estão conectados, em tempo real e de forma ininterrupta, a um sistema que acompanha sinais vitais como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, frequência respiratória e saturação de oxigênio, garantindo vigilância contínua para mais de 400 pacientes.
— O uso estratégico dessa tecnologia oferece mais agilidade e precisão ao cuidado, reduzindo significativamente o tempo de resposta das equipes médicas. Qualquer alteração nos parâmetros pré-estabelecidos gera alertas imediatos na sala de controle — explica o presidente da RioSaúde, Roberto Rangel.
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Além do acompanhamento clínico, o hospital conta com cerca de 800 câmeras distribuídas pelo complexo, incluindo equipamentos instalados individualmente nos leitos. O sistema integrado organiza as ocorrências em quatro níveis de prioridade — crítico, alta gravidade, moderado e baixa complexidade — e alimenta um painel usado nos safety huddles, reuniões diárias em que equipes multidisciplinares analisam riscos, definem prioridades e reforçam práticas de segurança.
Segundo Sormane Mattos, coordenador-geral de Emergência da Área Programática 3.3 da Secretaria municipal de Saúde, o uso das imagens representa uma mudança concreta na rotina assistencial.
— Conseguimos nos antecipar a possíveis incidentes ao identificar situações de risco iminente. Observamos o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a posição do paciente no leito, a sinalização adequada e, principalmente, o risco de quedas — afirma.
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Na prática, a vigilância constante traz mais tranquilidade para os familiares. A dona de casa Elienete de Souza, de 59 anos, acompanha o marido internado desde agosto para tratamento de problemas pulmonares e cardíacos e relata um episódio em que a tecnologia fez a diferença.
— Pelas câmeras, a equipe percebeu que ele se mexia muito e veio imediatamente ao leito para evitar uma queda. Mesmo estando ao lado dele, eu não tinha percebido o risco. A segurança do paciente realmente vem em primeiro lugar — conta.
— A tecnologia aplicada à saúde pública permite unificar controle, segurança e agilidade no atendimento. Nosso objetivo é levar esse padrão de cuidado para outras unidades, garantindo mais eficiência e proteção para toda a população carioca — afirma Rangel.