Oruam tem prisão decretada novamente; STJ revogou habeas corpus por rapper não carregar tornozeleira eletrônica
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Oruam tem prisão decretada novamente; STJ revogou habeas corpus por rapper não carregar tornozeleira eletrônica

Relatório sobre o monitoramento apontou que Oruam teve 28 interrupções na tornozeleira em um período de 43 dias, entre 30 de setembro e 12 de novembro do ano passado

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    GERADO EM: 03/02/2026 - 10:46

    STJ revoga habeas corpus de rapper Oruam por violações no monitoramento eletrônico

    O rapper Oruam teve seu habeas corpus revogado pelo STJ por descumprir repetidamente o monitoramento eletrônico, mantendo a prisão preventiva. O ministro Joel Ilan Paciornik destacou que Oruam deixou a tornozeleira descarregada por longos períodos, comprometendo a fiscalização. O cantor teve 28 interrupções no monitoramento em 43 dias, demonstrando risco de fuga e desrespeito às medidas cautelares.

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    A Justiça do Rio mandou prender o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, novamente. A medida acontece após ele ter o habeas corpus revogado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na decisão desta segunda-feira, o ministro Joel Ilan Paciornik pontuou que Oruam descumpriu, de forma reiterada e sucessiva, a medida cautelar de monitoramento eletrônico, principalmente à noite, durante os fins de semana.

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  • Segundo a decisão, ele permaneceu longos períodos sem bateria na tornozeleira, por intervalos de até 10 horas. Em razão disso, o ministro destacou que “há lacunas nos mapas de movimentação do acusado” e que a fiscalização está “ineficaz”.

    Paciornik ainda afirmou que há risco de fuga por parte de Oruam devido à falta de carga da tornozeleira e ao “desrespeito do acusado para com as medidas cautelares impostas”, além de destacar que o rapper “denota não guardar qualquer respeito, não somente às autoridades policiais, mas também às decisões judiciais”.

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    Segundo a decisão do STJ, um relatório sobre o monitoramento apontou que Oruam teve 28 interrupções no monitoramento eletrônico em um período de 43 dias, entre 30 de setembro e 12 de novembro do ano passado.

    “A meu sentir, as 28 interrupções em um período de 43 dias extrapolam, em muito, um mero ‘problema de carregamento’. Tal conduta compromete diretamente o controle estatal sobre a liberdade do acusado, inviabilizando o monitoramento de seus deslocamentos e frustrando a fiscalização imposta pelo Juízo”, diz um trecho.

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  • A defesa do rapper justificou, no processo, que as falhas na tornozeleira ocorreram em razão de problemas na bateria, argumentando que o relatório não aponta qualquer tipo de “desrespeito” por parte de Oruam.

    “[...] Demonstram mero descarregamento de bateria e não qualquer tipo de desrespeito geral ou específico, nem o descumprimento de outras cautelares, afastando qualquer argumentação que sustente a necessidade de retorno ao regime prisional ou qualquer tipo de agravamento”, argumentou a defesa.

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  • Porém, a explicação não foi acolhida pelo STJ, que afirmou que “a inobservância reiterada da obrigação de manter a tornozeleira eletrônica carregada não caracteriza mera irregularidade administrativa, mas comportamento que revela risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal”.

    A defesa de Oruam foi procurada para comentar a decisão do STJ, mas não retornou o contato. O espaço segue em aberto para qualquer manifestação.

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  • Polícia não encontrou rapper

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    Durante a tarde desta terça-feira, equipes da 16ª Delegacia de Polícia e da Coordenadoria de Polícia Interestadual (Polinter) foram até a casa do rapper para prendê-lo, mas ele não estava no local. Segundo a polícia, apenas funcionários do artista estavam na residência. As buscas pelo cantor continuam.

    Mais de 60 dias preso

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    A ação que terminou com a prisão do rapper Oruam começou na noite de 21 de julho de 2025, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a casa do cantor, no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator. O jovem, que integrava a chamada “Equipe do Ódio”, ligada ao Comando Vermelho, havia deixado de cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Ao ser colocado em uma das viaturas, o adolescente fugiu após o carro ser apedrejado por Oruam e outros presentes no imóvel.

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    Na confusão, o adolescente escapou pela mata com amigos. Um dos envolvidos, Paulo Ricardo de Paula Silva de Moraes, o Boca Rica, foi preso em flagrante. Os vídeos gravados pelos próprios jovens foram usados pela DRE para embasar o inquérito que levou à expedição do mandado de prisão contra Oruam. O rapper ficou preso por mais de 60 dias no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio até conseguir, no STJ, a revogação de sua prisão.

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  • Belford Roxo (RJ)
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