A série resgata um marco de 1969, quando Elza fez história ao ser a primeira mulher a puxar um samba-enredo na Sapucaí, pelo Salgueiro
Por O GLOBO — Rio de Janeiro
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GERADO EM: 03/02/2026 - 18:08
"Rebecca Lança Série sobre Elza Soares e seu Legado no Samba"
A nova série documental de Rebecca mergulha no legado de Elza Soares, destacando seu papel pioneiro no samba. Lançada nesta segunda-feira (2), a série relembra 1969, quando Elza se tornou a primeira mulher a puxar um samba-enredo na Sapucaí, pelo Salgueiro. Rebecca enfatiza a importância de Elza em abrir caminhos para mulheres negras no samba, celebrando sua coragem e impacto duradouro. A conexão pessoal de Rebecca com Elza, exemplificada pela colaboração em "A Coisa Tá Preta", reforça a relevância e o aprendizado que a série busca transmitir.
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Antes de Rebecca subir nos palcos hoje, alguém precisou encarar uma avenida muito mais árida. É com esse olhar de gratidão e reverência que a cantora lança, nesta segunda-feira (2), uma série documental que decide olhar para o samba de um jeito diferente: através das vozes que derrubaram os portões. O ponto de partida não poderia ser outro senão Elza Soares, a mulher que transformou o Carnaval em um território de poder feminino.
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Para Rebecca, revisitar a história de Elza não é apenas uma formalidade, mas um acerto de contas com o passado. “Elza abriu caminhos no samba quando quase não existia lugar para mulheres, especialmente mulheres pretas. Ela ocupou a avenida com voz, coragem e verdade, e isso ecoa até hoje”, reflete a artista.
A série resgata um marco de 1969, quando Elza fez história ao ser a primeira mulher a puxar um samba-enredo na Sapucaí, pelo Salgueiro. Em uma época em que o papel feminino na folia era restrito a posições secundárias, ela assumiu o microfone e a liderança da narrativa, abrindo uma fenda na estrutura do Carnaval que nunca mais se fechou.
O projeto deixa claro que esse impacto atravessa gerações. “Ela mostrou que a mulher podia estar à frente, podia conduzir um samba-enredo, podia ser protagonista. O legado dela é sobre ocupar espaços sem pedir licença”, define Rebecca, que vê na trajetória da veterana uma escola de afirmação.
A conexão entre as duas vai além da admiração teórica. Elas chegaram a dividir o microfone em “A Coisa Tá Preta”, um encontro que Rebecca guarda como um divisor de águas em sua vida pessoal. “Cantar com a Elza foi um dos momentos mais importantes da minha vida. Não foi só uma colaboração musical, foi aprendizado e respeito. Levar essa memória para a série torna tudo ainda mais significativo”, conta.