Texto foi publicado nesta terça-feira (3) no jornal porto-riquenho El Nuevo Día
Por O GLOBO — Rio de Janeiro
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GERADO EM: 04/02/2026 - 09:14
Ricky Martin celebra conquista histórica de Bad Bunny no Grammy
Ricky Martin expressou profunda emoção em carta aberta a Bad Bunny, publicada no El Nuevo Día, celebrando o feito histórico do conterrâneo no Grammy. Bad Bunny, primeiro a vencer Álbum do Ano com um disco inteiramente em espanhol, foi elogiado por Ricky por sua defesa dos imigrantes e a autenticidade cultural. Ricky destacou a importância da conquista para a identidade porto-riquenha e latina.
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Feito histórico
Feito histórico
“Benito, irmão, ver você ganhar três prêmios Grammy, sendo um deles o de álbum do ano com uma produção inteiramente em espanhol, me tocou profundamente. Não apenas como artista, mas como um porto-riquenho que percorreu palcos pelo mundo levando consigo sua língua, seu sotaque e sua história”, escreveu Martin, em espanhol. A carta também foi compartilhada por ele no Instagram.
Há quem diga que Ricky Martin, 54 anos, correu para que Bad Bunny, 31, pudesse andar. Nascido em San Juan, capital de Porto Rico, Ricky Martin ganhou fama ainda muito jovem, como integrante do grupo Menudo. Depois, iniciou uma carreira solo vitoriosa. Seu single “Livin’ la vida loca”, de 1999, foi uma febre na virada do milênio e liderou tanto a Billboard Hot 100 quanto a parada de singles do Reino Unido. Com mais de 70 milhões de discos vendidos no mundo, ele é um dos artistas latinos mais vendidos de todos os tempos. Venceu dois prêmios Grammy: melhor performance de pop latino por "Vuelve", em 1998, e melhor álbum de pop latino por "A quien quiera escuchar", em 2016.
'Sistema que persegue e separa'
'Sistema que persegue e separa'
Em sua carta, Rick Martin citou o discurso sensível de Bad Bunny no Grammy.
“O que mais me tocou ao ver você ali, no palco do Grammy, foi o silêncio de toda a plateia quando você falou. Quando você defendeu a comunidade imigrante, quando denunciou um sistema que persegue e separa, você falou a partir de um lugar que conheço muito bem — esse lugar onde medo e esperança coexistem, onde milhões vivem entre línguas, fronteiras e sonhos adiados”, escreveu Martin.
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“Essa conquista é para uma geração a qual você ensinou que sua identidade não é negociável e que o sucesso não é incompatível com a autenticidade. Do fundo do coração, de um boricua para outro, com respeito e amor, eu te agradeço por nos lembrar que, quando um dos nossos vence, todos nós vencemos”, concluiu.