Mulher mantida em cárcere privado por três dias em Copacabana é libertada pela polícia; suspeito foi preso
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Mulher mantida em cárcere privado por três dias em Copacabana é libertada pela polícia; suspeito foi preso

Por O Globo — Rio de Janeiro

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 10:37

    Mulher resgatada de cárcere privado em Copacabana; agressor preso

    Uma mulher do Paraná foi libertada após três dias de cárcere privado em Copacabana, Rio de Janeiro. Ela enviou uma mensagem cifrada para familiares que alertaram a polícia. Rafael Nascimento de Carvalho, 30, foi preso no local. A vítima sofria agressões e ameaças. Drogas e celulares foram apreendidos. Carvalho também tentou subornar os agentes, resultando em mais acusações.

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    Agentes da Delegacia Antissequestro (DAS), em conjunto com agentes da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), libertaram, na madrugada desta quarta-feira, uma mulher, de 27 anos, que era mantida em cárcere privado havia três dias num apartamento na Rua Sá Ferreira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Rafael Nascimento de Carvalho, de 30 anos, foi preso em flagrante no local do crime.

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  • De acordo com informações obtidas pela polícia, a vítima era constantemente agredida, recebia ameaças de morte e era alvo de coação sexual. O suspeito citava uma organização criminosa para intimidar a mulher e sua família.

    O delegado Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná, explicou que o cárcere aconteceu porque a vítima se recusou a ter uma relação com o suspeito. Segundo ele, durante o tempo em que ficou presa, ela chegou a sofrer abuso sexual.

    “A vítima conheceu o homem no Rio de Janeiro, que passou a assediá-la e a insistir em um relacionamento. Diante da recusa, no sábado ele conseguiu entrar no apartamento dela e, a partir de então, passou a mantê-la em cárcere privado, impedindo que saísse do local e submetendo-a a agressões e violência sexual”, explicou.

    Em determinado momento, a vítima conseguiu enviar uma mensagem cifrada para parentes no Paraná — de onde é natural — pedindo socorro. A família, então, acionou a Delegacia Antissequestro daquele estado, que avisou a DAS do Rio.

    “Nós iniciamos a investigação para verificar se ela realmente estava no Rio e se o suspeito que ela apontou também estava no estado. Conseguimos confirmar as informações. Com trabalho de inteligência e análise de dados, verificamos que eles estavam na mesma residência.”

    Os policiais e agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) conseguiram identificar Carvalho — ele já havia sido preso por associação para o tráfico de drogas e deixou a cadeia no ano passado. Durante as diligências, as equipes localizaram o suspeito no apartamento em Copacabana, onde ele morava.

    No local, foram apreendidos entorpecentes e dois telefones celulares usados, segundo a polícia, para coordenar atividades criminosas. A vítima foi resgatada com segurança e está sob proteção. A polícia informou que, após receber voz de prisão, Carvalho ofereceu dinheiro aos agentes em troca de sua liberação. Por isso ele responde também por tentativa de corrupção de autoridade.

    Segundo a polícia do Paraná, a vítima relatou que Carvalho estava usando a casa dela para realizar tráfico de drogas. Aos agentes, ela contou que conheceu o homem na praia em dezembro do ano passado.

    “Ele queria se relacionar com ela, e ela não quis. A partir disso, começaram as ameaças e perseguições, até que ele foi até o apartamento dela no sábado”, explicou o delegado.

    O delegado afirmou que a vítima ainda não esclareceu como Carvalho entrou no apartamento. A polícia vai investigar quais foram as circunstâncias.

    “Se ela abriu a porta ou se foi a portaria que liberou o acesso ainda será investigado pela Polícia Civil do Rio. Vamos apurar como ele conseguiu acessar o imóvel e praticar o crime.”

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