Guardiola se diz ‘machucado’ pelo sofrimento causado por conflitos globais e reafirma posicionamento humanitário
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Guardiola se diz ‘machucado’ pelo sofrimento causado por conflitos globais e reafirma posicionamento humanitário

Treinador do Manchester City chegou a faltar entrevista coletiva antes de confronto contra Tottenham após participar de evento pela paz em Gaza realizado em Barcelona

Por AFP — Londres

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 16:14

    Pep Guardiola prioriza causas humanitárias em meio a críticas e conflitos globais

    O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, expressou profunda preocupação com o sofrimento causado por conflitos globais, destacando sua postura humanitária. Após participar de um evento pela paz em Gaza, ele faltou a uma coletiva antes do jogo contra o Tottenham. Guardiola enfatizou que, apesar das críticas, continuará abordando questões além do futebol, defendendo civis afetados por guerras e crises. Ele reiterou que sua postura não é política, mas um apelo à proteção da vida humana.

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    Técnico do Manchester City, Pep Guardiola afirmou que continuará se manifestando sobre questões humanitárias por se sentir profundamente “machucado” pelo sofrimento imposto a vítimas de conflitos ao redor do mundo. O treinador espanhol tem se posicionado publicamente em defesa de civis afetados por guerras e crises, mesmo diante de críticas de que deveria se limitar a falar apenas de futebol.

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  • Guardiola chegou a faltar à entrevista coletiva antes do empate do City com o Tottenham, no último fim de semana, após participar de um evento beneficente em Barcelona, sua cidade natal, no qual fez um discurso em apoio às crianças palestinas. Não foi a primeira vez que o técnico abordou temas fora dos gramados — e, segundo ele, também não será a última.

    Às vésperas do jogo de volta da semifinal da Copa da Liga Inglesa contra o Newcastle, nesta quarta-feira, Guardiola se emocionou ao comentar imagens de crianças mortas ou feridas em zonas de conflito exibidas em noticiários. Guerras e crises humanitárias na Palestina, Ucrânia e Sudão, além de recentes tiroteios envolvendo agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), nos Estados Unidos, foram citados pelo treinador como motivos de indignação.

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    Shohei Otani tem contrato com o Los Angeles Dodgers de 700 milhões de dólares — Foto: Reprodução

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    Messi recebeu 674 milhões de dólares entre 2017 e 2021 — Foto: Reprodução

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    Contrato com o Al-Nassr garante a Cristiano Ronaldo o pagamento de 530 milhões de dólares — Foto: Reprodução

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    Patrick Mahomes, do Kansas City Chiefs, da NFL, recebe 450 milhões de dólares — Foto: Reprodução

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    Karim Benzema (Al Ittihad, 447 milhões) — Foto: Reprodução

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    Mike Trout (Los Angeles Angels, da MLB, 426 milhões) — Foto: Reprodução

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    Canelo Álvarez (boxeador, 365 milhões) — Foto: Reprodução

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    Mookie Betts (Los Angeles Dodgers, da MLB, também 365 milhões) — Foto: Reprodução

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    Aaron Judge (New York Yankees, da MLB, 360 milhões) — Foto: Reprodução

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    Manny Machado (San Diego Padres, MLB, 350 milhões) — Foto: Reprodução

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    Francisco Lindor (New York Mets, MLB, 341 milhões) — Foto: Reprodução

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    Fernando Tatís Jr. (San Diego Padres, MLB, 340 milhões) — Foto: Reprodução

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    Max Verstappen (Red Bull, Fórmula 1, 330 milhões) — Foto: Reprodução

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    Bryce Harper (Philadelphia Phillies, MLB, 330 milhões) — Foto: Reprodução

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    Giancarlo Stanton (Miami Marlins, MLB, 325 milhões) — Foto: Reprodução

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    Yoshinobu Yamamoto (Los Angeles Dodgers, MLB, 325 milhões) — Foto: Reprodução

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    Corey Seager (Texas Rangers, MLB, 325 milhões) — Foto: Reprodução

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    Gerrit Cole (New York Yankees, MLB, 324 milhões) — Foto: Reprodução

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    Jayson Tatum (Boston Celtics, NBA, 314 milhões) — Foto: Reprodução

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    Rafael Devers (Boston Red Sox, MLB, 313,5 milhões) — Foto: Jaiden Tripi/AFP

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    “Nunca, em toda a história da humanidade, tivemos a informação tão diante dos nossos olhos, vendo de forma mais clara do que agora — genocídio na Palestina, o que aconteceu na Ucrânia, o que aconteceu na Rússia, o que acontece em todo o mundo, no Sudão, em todos os lugares”, afirmou Guardiola a jornalistas na terça-feira. “São problemas nossos, como seres humanos. Existe alguém que veja essas imagens do mundo inteiro e não seja afetado? Hoje nós podemos ver. Antes, não podíamos.”

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  • O treinador destacou que o sofrimento não depende de lados ou nacionalidades. “Se fosse do outro lado, me machucaria. Querer o mal para outro país? Isso me machuca. Matar completamente milhares de pessoas inocentes me machuca. Não é mais complicado do que isso. Nada mais”, disse. “Quando você tem uma ideia e precisa defendê-la matando milhares e milhares de pessoas? Sinto muito, eu vou me levantar. Sempre estarei lá, sempre.”

    Guardiola ressaltou que sua postura não é política nem partidária, mas uma defesa da vida humana onde quer que civis estejam sofrendo. “As pessoas que precisam fugir de seus países, ir para o mar e entrar em um barco para serem resgatadas… Não pergunte se estão certas ou erradas, resgate-as. Trata-se de um ser humano”, afirmou. “Proteger o ser humano e a vida humana é a única coisa que temos, não apenas nessas partes do mundo, mas em todas.”

    Aos 55 anos, o técnico também refletiu sobre o paradoxo do avanço tecnológico. “O que está acontecendo agora, com as tecnologias e os avanços que temos, a humanidade está melhor do que nunca em termos de possibilidades. Podemos chegar à Lua, podemos fazer tudo. Mas, ainda assim, agora, nós nos matamos. Por quê? Quando vejo essas imagens, sinto muito, dói”, disse.

    Guardiola concluiu dizendo que usará qualquer espaço que tiver para tentar contribuir com uma sociedade melhor. “Por isso, em qualquer posição em que eu possa ajudar falando, para sermos uma sociedade melhor, eu vou tentar e estarei lá. Do meu ponto de vista, a justiça? É preciso falar.”