Com Guarda Municipal armada prestes a ir para as ruas, prefeitura e governo do Rio não se entendem sobre integração das forças de segurança
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Com Guarda Municipal armada prestes a ir para as ruas, prefeitura e governo do Rio não se entendem sobre integração das forças de segurança

Paes diz não ter conseguido reunião com Castro para conversar sobre o tema; em nota, Estado afirma que 'causa estranheza' a criação de uma Força Municipal criada 'sem um planejamento integrado' e divulga foto dos dois juntos, sorrindo, em novembro

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 16:47

    Impasse sobre Guarda Municipal Armada gera tensão entre Paes e Castro no Rio

    Com a implementação da Guarda Municipal armada no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro vivem um impasse sobre a segurança pública. Paes afirma que a responsabilidade é do estado, enquanto Castro critica a falta de planejamento conjunto. A nova força será equipada com pistolas e câmeras corporais, atuando em áreas estratégicas da cidade. Um pacto de não agressão entre os dois políticos visa evitar conflitos nas eleições deste ano.

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  • Nos bastidores, Paes e Castro firmaram, por enquanto, um pacto de não agressão por causa da corrida eleitoral deste ano. Castro tem interesse de concorrer ao Senado e Paes é pré-candidato ao governo do Rio. No acordo, o PL não lançaria um nome de peso para a disputa contra o prefeito do Rio, enquanto Paes não teria candidato de centro-direita ao Senado.

    Paes provocou nesta quarta-feira, durante a apresentação dos armamentos, viaturas, uniformes e equipamentos das equipes da Divisão de Elite da Guarda Municipal — com início de atividades previsto para março —, que a responsabilidade da segurança pública "é do governo do Estado". Segundo o chefe do Executivo carioca, a ideia da Força Municipal é trabalhar em conjunto com a Polícia Militar. Mas, quando questionado sobre os moldes em que essa cooperação vai se dar, ele afirmou que espera uma reunião com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), para definir como vai ser essa atuação.

    — Tenho solicitado há algum tempo uma audiência com o governador para que possamos trabalhar em conjunto. Ainda não consegui esse encontro, mesmo após meses pedindo — alfinetou Paes. — A tarefa da segurança pública é do governador, não do prefeito. O objetivo da Prefeitura é auxiliar a Polícia Militar, liberando-a para atuar em áreas em que apenas ela pode agir.

    Voltada para coibir roubos e furtos, a nova tropa será equipada com pistolas calibre 9 milímetros, com capacidade para 15 disparos por carregador, além de dois carregadores reserva por agente. Além de portarem equipamentos de menor potencial ofensivo, como armas de choque, tonfas e spray de gás lacrimogêneo ou de pimenta.

    A primeira turma da Força Municipal, composta por 600 agentes, vai atuar a partir de três bases: Leblon, na Zona Sul, Piedade, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste. As patrulhas, de acordo com o diretor-geral da Divisão de Elite, Brenno Carnevale, serão definidas por meio de análise de manchas criminais.

    Os guardas armados da Força Municipal utilizarão câmeras corporais e serão monitorados em tempo real, 24h por dia, por GPS. A atuação da tropa será acompanhada a partir de uma sala de monitoramento instalada no Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio).

    — A câmera corporal protege o bom servidor, é meio de produção de provas e também coíbe desvios de conduta — assinalou Carnevale.

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    A Prefeitura acredita que o conjunto de materiais disponibilizados permite a aplicação do uso diferenciado da força, de acordo com o contexto, o nível de risco e os protocolos operacionais, garantindo melhores condições de segurança e desempenho para as equipes em serviço.

    Com orçamento anual de R$ 280 milhões, a corporação contará com 118 veículos, entre pick-ups, motocicletas e vans, que darão suporte aos agentes. Os veículos serão utilizados em ações de patrulhamento preventivo e ostensivo. Os agentes vão trabalhar de forma motorizada e a pé, em duplas ou trios.

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  • Ainda foram entregues 1.500 pistolas Glock e os equipamentos de menor potencial ofensivo, além de uniformes e equipamentos de proteção individual.

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