Argentina solicita aos EUA extradição de Nicolás Maduro para investigação sobre crimes contra a Humanidade
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Argentina solicita aos EUA extradição de Nicolás Maduro para investigação sobre crimes contra a Humanidade

Líder chavista está atualmente detido em Nova York; Tribunais argentinos reconhecem chavista como parte de um 'plano sistemático de repressão' contra a população civil venezuelana

Por O Globo, com agências internacionais — Buenos Aires

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 14:44

    Argentina Pede aos EUA Extradição de Maduro por Crimes Contra a Humanidade

    A Justiça da Argentina solicitou aos EUA a extradição de Nicolás Maduro, detido em Nova York, para responder por crimes contra a Humanidade. Baseando-se na "jurisdição universal", o pedido visa processar Maduro por repressão sistemática na Venezuela. O juiz Sebastián Ramos lidera o caso, apoiado por denúncias de violações de direitos humanos desde 2014.

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    A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira a extradição do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, aos Estados Unidos, a fim de que o líder chavista responda por acusações de crimes contra a Humanidade perante a justiça do país. Maduro está atualmente detido em Nova York, após ter sido capturado durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de 3 de janeiro.

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  • O pedido de extradição foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos. O diário argentino Clarín e a agência francesa AFP tiveram acesso ao documento judicial, que cita o princípio da "jurisdição universal" para justificar a medida — segundo o qual, crimes contra a Humanidade podem ser investigados e processados em qualquer país do mundo, independente de onde ocorram, e mesmo que não haja um processo judicial no país onde foram cometidos.

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    "Cumpram-se os rigorosos requisitos estabelecidos no referido Tratado [de Extradição, assinado em 1997 entre EUA e Argentina] e processe-se o pedido de extradição por meio da Diretoria de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto à Nação, juntamente com a documentação necessária", determinou o juiz Ramos.

    O caso faz parte de um processo em andamento na Argentina contra Maduro e outros membros do regime venezuelano, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello, decorrente de duas denúncias apresentadas pela Fundação George e Amal Clooney (CFJ) e, separadamente, pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD).

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    Nicolás Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York — Foto: Vincent Alban/The New York Times

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    Maduro é transferido para tribunal em NY — Foto: Vincent Alban/The New York Times

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    Nicolás Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York — Foto: Vincent Alban/The New York Times

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    O tribunal dos Estados Unidos onde o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, vão responder a acusações. — Foto: Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

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    Agentes de segurança fazem a guarda do lado de fora do tribunal em Nova York. — Foto: Bryan R. SMITH / AFP

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    Movimentação em frente ao tribunal, em Nova York — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP

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    Em 2023, as duas organizações apresentaram uma denúncia contra o governo venezuelano por violações de direitos humanos, invocando o princípio da jurisdição universal. As duas denúncias, posteriormente, foram consolidadas em um único processo.

    Os tribunais argentinos determinaram a existência de "um plano sistemático de repressão", incluindo "desaparecimentos forçados, tortura, assassinatos e perseguição" contra uma parcela da população civil desde 2014. Em 2024, as autoridades argentinas emitiram mandados de prisão contra Maduro e de cerca de trinta integrantes do regime.

    Não é a primeira vez que tribunais argentinos aplicam o princípio da jurisdição universal. Em 2021, uma investigação foi aberta para apurar alegações de crimes cometidos por militares de Mianmar contra a minoria muçulmana do país. Em 2022, uma investigação criminal contra o ditador nicaraguense, Daniel Ortega, já havia sido iniciada. (Com AFP)

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    Venezuela completa um mês da queda de Nicolás Maduro — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Após queda de Maduro, Venezuela teve reaproximação com Washington, abertura do setor petrolífero e anistia geral — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Segundo analistas, a Venezuela aprovou uma reforma em sua lei do petróleo, ditada pelos Estados Unidos — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Mural em apoio à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez — Foto: Pedro Mattey/AFP

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    Plano de Trump é que empresas petrolíferas americanas, como a Chevron, invistam na Venezuela — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Reaproximação com os Estados Unidos entra em conflito com o discurso histórico "anti-imperialista" do chavismo, que permeou as Forças Armadas — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Partido governista organiza marchas quase diariamente para condenar o "sequestro" de Maduro, e a TV estatal transmite uma música cativante exigindo sua libertação — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Sob pressão dos Estados Unidos, Delcy Rodríguez está liderando mudanças exigidas pelo presidente Donald Trump — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Diferente do que os Estados Unidos haviam feito no Iraque no passado, Trump evitou uma ruptura completa com a Venezuela — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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    Professor de Estudos Políticos da Universidade Metropolitana avalia situação de momento na Venezuela como uma "estabilidade controlada por tutela" — Foto: Maryorin Mendez/AFP

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