Técnica inédita faz homem sobreviver 2 dias sem os pulmões
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Técnica inédita faz homem sobreviver 2 dias sem os pulmões

Após passar dois dias sem os pulmões, homem conseguiu passar por transplante com sucesso. Técnica é pioneira e experimental

atualizado

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Um homem norte-americano em estado crítico sobreviveu dois dias sem os pulmões após a implantação de um “pulmão artificial total” (TAL, na sigla em inglês) O procedimento é inédito e conseguiu substituir as funções dos órgãos respiratórios temporariamente, além de manter a estabilidade do fluxo sanguíneo pelo coração e corpo.

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  • O paciente de 33 anos tinha uma infecção grave nos pulmões e só se manteve vivo devido à técnica pioneira, que permitiu a realização de um transplante pulmonar posteriormente.

    O caso aconteceu em 2023 no Northwestern Memorial Hospital, em Chicago, e o relato sobre o procedimento foi publicado nessa quinta-feira (29/1) na revista científica Med.

    Morador do estado do Missouri, o homem teve um quadro gripal que posteriormente evoluiu para uma uma pneumonia necrosante de rápida progressão e sepse grave. Com a piora da situação, ele foi transferido para o Northwestern Memorial Hospital de avião sob oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), um tipo avançado de suporte de vida utilizado em pacientes com falhas graves, mas reversíveis do pulmão e coração.

    Apesar de ter sido tratado com todas as terapias possíveis, o quadro continuou a piorar, chegando ao ponto do coração parar e os médicos terem de utilizar uma reanimação cardiopulmonar (RCP).

    Normalmente, em casos de pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS, na sigla em inglês), o procedimento é utilizar o suporte de vida, como o ECMO, até que os pulmões se recuperem. No entanto, em outras situações, os órgãos se tornam a fonte da infecção e inflamação, o que pode causar a falência de outras estruturas vitais no corpo.

    Diante do cenário, os médicos optaram por remover e transplantar os pulmões afetados. Porém, como o homem estava em situação bastante instável, eles precisaram pensar em uma alternativa para retirá-los sem prejudicar o funcionamento do organismo e elevar o risco de óbito do paciente.

    Para isso, foi criado um sistema de pulmão artificial que, além de oxigenar o sangue, ajudou a dar suporte para a manutenção do fluxo sanguíneo equilibrado, um requisito essencial visando a sobrevivência em procedimentos de remoção de ambos pulmões.

    Com a cavidade torácica vazia, os médicos ainda utilizaram suportes internos temporários para que o coração não se deslocasse durante a cirurgia.

    Após dois dias sem os pulmões, o quadro clínico melhorou a ponto de o transplante poder ser realizado sem tantos riscos. Assim que os órgãos doadores ficaram disponíveis, o procedimento de troca foi realizado. Atualmente, o norte-americano retomou a vida normalmente e possui função considerada excelente.

    Apesar de se mostrar uma técnica eficaz para casos extremos, os médicos afirmam ainda ser cedo para colocá-la como uma alternativa viável, visto que o procedimento exige uma abordagem altamente especializada.

    Por outro lado, novos estudos poderão desenvolver ainda mais dispositivos envolvidos na cirurgia e tornar os protocolos cirúrgicos mais padronizados para que possam ser utilizados em situações semelhantes à do norte-americano.

    Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.