De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de jovens que buscam atendimento com sintomas de infarto aumentou
atualizado
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Por muito tempo, a incidência de infarto é atrelada à maturidade. Pesquisas recentes, porém, revelam outro cenário: o aumento no número de ataques cardíacos em jovens. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2022 a 2024, foram mais de 234 mil atendimentos relacionados à condição em pacientes com menos de 40 anos.
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O aumento acende um alerta sobre os sintomas silenciosos das doenças cardiovasculares, assim como sobre o comportamento da população mais nova. Na avaliação do médico cardiologista intervencionista Thiago Marinho do Hospital Mater Dei, isso pode estar fortemente relacionado ao estilo de vida.
O cenário se agrava ao analisar os hábitos dos mais jovens, propensos ao uso de cigarros eletrônicos, anabolizantes, consumo excessivo de energéticos e drogas ilícitas — que favorecem o desenvolvimento das patologias do coração no longo prazo.
Fatores de risco silenciosos
O histórico familiar também deve ser levado em consideração, já que os problemas cardíacos podem ser hereditários. “Caso alguém da família tenha tido infarto com menos de 55 anos, sempre temos que ter cuidados adicionais”, avalia o cardiologista Thiago Marinho.
Outro ponto levantado pelo médico é a hipercolesterolemia familiar, uma condição genética na qual o paciente pode “herdar uma predisposição para ter um colesterol muito elevado, o que precisa ser tratado de forma precoce, para evitar problema no futuro”, alerta.
Prevenção
Estresse, estilo de vida e idade caminham juntos quando o assunto é problemas cardíacos, o que torna a prevenção a maior aliada no combate a comorbidades.
Estresse crônico, sedentarismo e alimentação desequilibrada podem desequilibrar a balança e fazer com que o paciente tenha mais chances de desenvolver as doenças, mesmo sem histórico familiar.
“Cerca de 90% dos infartos são atribuídos a causas que poderiam ser prevenidas. Se você não tem hábitos saudáveis, com o passar da idade, o seu risco cardiovascular aumenta de forma exponencial”, diz Thiago Marinho.
O médico conclui que, por serem mais jovens, pacientes até a casa do 45 anos dificilmente relacionam sintomas com problemas no coração, o que favorece o desenvolvimento “silencioso”. “Sintomas como dor no peito, principalmente se tem piora com esforços, falta de ar e desmaios devem sempre ser investigados”, finaliza.
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