A chef é uma das juradas do reality dedicado à gastronomia japonesa; ela, junto com os idealizados do projeto, conversaram com a coluna
atualizado
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Em entrevistas exclusivas à coluna Fábia Oliveira, Dayse Paparoto, jurada do reality, e os criadores Bárbara Alencar Coelho e Daniel Alencar Coelho falaram sobre os bastidores do projeto, os desafios do formato e o impacto que esperam gerar.
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Para Dayse, aceitar o convite foi quase imediato. “Me senti honrada. Já vivi um reality por dentro e quis estar do outro lado dessa vez”, afirmou. Segundo ela, sua atuação no júri vai além da execução técnica dos pratos: “Meu olhar é muito voltado para o empreendedorismo, custo, logística e saúde financeira do restaurante”, declarou.
Chef Dayse Paparoto
Chef Dayse Paparoto
Bárbara Alencar Coelho e Daniel Alencar Coelho
Yudi Tamashiro
Yudi Tamashiro
Idealizadora do projeto, Bárbara Alencar Coelho explicou que o reality nasce da vivência real do restaurante. “O Izu já tem drama, pressão e emoção todos os dias. O reality foi uma forma de amplificar isso em narrativa, sem perder verdade e sofisticação”, contou. Já Daniel Alencar Coelho destacou o equilíbrio entre entretenimento e estratégia como ponto central do projeto.
Confira as entrevistas completas:
Dayse Paparoto:
O que te fez aceitar o convite para integrar o júri do Izu Master Roll?
Primeiro, me senti honrada pelo convite, e como já participei de um, sei como é. Então, quis estar do outro lado dessa vez e viver essa experiência. Segundo, que meu papel no reality vai ser mais pelo lado empreender, logística do prato, custo e entre outras coisas importante para que o restaurante tenha um caixa com saúde.
Como sua experiência no MasterChef Profissionais influencia seu olhar agora como jurada?
Será um olhar de empatia, mas ao mesmo tempo focado em ajudar os participantes a pensar não só no saber e na apresentação, mas sim em pratos que possam ser servidos nos restaurantes.
A culinária japonesa exige técnica, disciplina e estética. O que você mais observa em um candidato logo de início? E que tipo de postura ou comportamento pode definir quem vai longe na competição?
Tudo isso que foi citado na pergunta é fundamental, mas o controle mental, ter domínio próprio das emoções é o principal. Quem se domina consegue dominar uma cozinha.
Que conselho você daria aos candidatos que sonham não só em vencer o reality, mas em construir uma carreira sólida?
Não pule etapas, as etapas da vida são importantes para o crescimento, não desista de desafios.
Bárbara Alencar Coelho:
Como nasceu a ideia de transformar a experiência do Izu Japanese Food em um reality show?
Nasceu de uma constatação simples: o Izu já tem “drama bom” e emoção real todos os dias, criação de prato, pressão de execução, disputa saudável por excelência, reação do cliente na hora. O Izu MasterRoll foi a forma de transformar essa energia. Mmostrar bastidores com verdade, elevar a percepção de qualidade e, ao mesmo tempo, fazer o público participar do processo (da criação até a escolha do vencedor). É entretenimento, mas com objetivo claro de branding e venda.
Que impacto você espera que o Izu MasterRoll tenha no público que consome realities?
Eu quero que o público sinta duas coisas: entretenimento e desejo. Entretenimento por acompanhar a competição e se envolver com os competidores. Desejo porque a comida precisa “saltar da tela” e virar vontade real de ir ao Izu, pedir, experimentar e votar. E tem um impacto extra: aproximar as pessoas da culinária japonesa de um jeito mais acessível e emocionante, mostrando técnica, criatividade e cultura sem ser “aula”, mas também sem ser superficial.
O que o público pode esperar de diferente em relação a outros realities culinários já conhecidos?
Três diferenças bem claras:
1. Participação real do público: não é só comentar, o público influencia o resultado com votação online e também nas unidades do Izu.
2. Identidade japonesa + cinematografia: estética e narrativa pensadas para elevar a experiência (imagem, som, ritmo, bastidores) com “cara de streaming”, não só um programa de cozinha.
3. Consequência concreta: o prato vencedor não ganha só troféu, ele entra no cardápio do Izu em todo o Brasil, com premiação robusta e impacto direto no negócio. Isso dá um peso diferente para cada episódio: não é só performance, é legado.
Daniel Alencar Coelho:
O Izu Master Roll mistura negócio, cultura e entretenimento. Qual desses pilares foi o mais desafiador?
O pilar mais desafiador foi transformar entretenimento em estratégia de crescimento. Porque cultura e entretenimento a gente sente na pele… Mas o Master Roll é um projeto que precisa conectar branding + operação + experiência + resultado financeiro. E quando você acerta isso, não vira só um evento… vira um motor de expansão.
O Brasil tem um público cada vez mais interessado em gastronomia. Como você vê esse movimento?
Eu vejo como uma mudança de comportamento: o brasileiro parou de consumir comida… e começou a consumir experiência. Quem entender isso vai crescer muito. Quem não entender vai ficar brigando só por preço
Como foi montar um time de jurados tão respeitado no cenário gastronômico?
Foi como montar uma seleção. Eu queria um time que trouxesse técnica, visão de mercado e autoridade, porque o Master Roll não é brincadeira. E quando você junta grandes nomes, você manda uma mensagem clara: o jogo aqui é de verdade.
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