Justiça do GO concedeu medidas protetivas de urgência a duas mulheres que denunciaram o caso; o acusado não foi preso
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) concedeu medidas protetivas de urgência a duas mulheres que relataram sofrer assédio sexual praticado pelo gerente do estabelecimento comercial onde trabalham. O acusado não foi preso. A decisão determina o afastamento temporário do ambiente de trabalho, por no mínimo 30 dias e medidas cautelares como uso de tornozeleira etrônica.
Segundo o processo, duas mulheres – uma de 46 anos e outra de 20 – procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Mineiros (GO) para registrar o caso.
De acordo com o relato da vítima de 46 anos, o homem a constrangeu diversas vezes e chegou a “passar a mão em seus seios e na perna”, além de chamá-la de “gostosa”.
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Já a trabalhadora de 20 anos, conta que o agressor a segurou pelo pescoço e a beijou contra sua vontade e em outra ocasião a fez uma ameaça dizendo que “de um jeito ou de outro, ela iria ser dele”.
Na decisão, a 2ª Vara Criminal de Mineiros proibiu do gerente de aproximar ou tentar contato com elas, bem como com seus familiares por tempo indeterminado, mantendo-se a uma distância mínima de 300 metros das duas.
Outras medidas adotadas contra o acusado:
Caso ele descumpra qualquer uma das medidas determinadas, o acusado poderá receber penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e possibilidade de prisão preventiva.
Os nomes dos envolvidos não foi revelado para proteger as vítimas.
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