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O Grammy 2026 foi muito além da celebração musical. Em uma cerimônia longa, intensa e repleta de discursos políticos, a maior premiação da indústria fonográfica misturou emoção, protestos, humor ácido, performances arrebatadoras e momentos inusitados que dominaram as redes sociais. Do choro de Bad Bunny ao erro icônico de Cher, a noite entrou para a história como uma das mais comentadas dos últimos anos.
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Os grandes vencedores da noite
Bad Bunny foi o nome mais emblemático do Grammy 2026. O artista porto-riquenho venceu Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, prêmio anunciado por Harry Styles, e não conteve as lágrimas ainda sentado na plateia antes de subir ao palco. O disco também levou Melhor Álbum de Música Urbana, consolidando o cantor como um dos principais símbolos culturais da atualidade.
Lady Gaga venceu Melhor Álbum Pop Vocal com Mayhem, e Lola Young surpreendeu ao levar Melhor Performance Pop Solo por Messy, superando nomes como Justin Bieber, Sabrina Carpenter e Chappell Roan. Já Jelly Roll venceu Melhor Álbum Country Contemporâneo com Beautifully Broken.
Performances que roubaram a cena
A abertura ficou por conta de Rosé e Bruno Mars, que incendiaram a arena com uma versão rock de APT., levantando o público logo nos primeiros minutos. Mars voltou ao palco mais tarde com I Just Might, recebendo elogios até de Joni Mitchell, que ganhou uma homenagem espontânea de Trevor Noah.
Sabrina Carpenter apostou em uma superprodução com cenário de aeroporto para Manchild, enquanto Justin Bieber surpreendeu ao aparecer apenas de cueca, guitarra em mãos, em uma apresentação minimalista de Yukon. O contraste veio com Lady Gaga, que entregou um espetáculo teatral e sombrio com Abracadabra, usando figurino dramático e tocando piano ao vivo.
O medley de Artista Revelação funcionou como uma vitrine da nova geração: The Marías, Addison Rae, Katseye, Leon Thomas, Alex Warren, Lola Young, Olivia Dean e Sombr dividiram o palco em performances que variaram entre o intimista e o grandioso.
Rosé e Bruno Mars abriram a cerimônia com o hit APT.
Sabrina Carpenter fez performance espetacular de Manchild
Justin Bieber apresentou versão acústica de Yukon vestindo apenas cueca e meias
Lady Gaga recebeu os prêmios de Melhor Álbum Vocal de Pop e Melhor Gravação de Pop Dance
Artista revelação do Ano, Olivia Dean
Performance solo de Bruno Mars no Grammy 2026
O In Memoriam mais elogiado dos últimos anos
Um dos pontos altos da noite foi o In Memoriam, dividido em três atos. Reba McEntire abriu o tributo com Trailblazer, emocionando o público ao homenagear colegas e seu enteado Brandon Blackstock.
Em seguida, Slash, Duff McKagan, Andrew Watt e Post Malone prestaram tributo a Ozzy Osbourne. O encerramento ficou por conta de Lauryn Hill e Jon Batiste, que celebraram o legado de D’Angelo e Roberta Flack, culminando em um momento catártico com Killing Me Softly.
Momentos inusitados e gafes
Cher protagonizou o momento mais comentado da noite. Ao apresentar Gravação do Ano, ela se confundiu com o teleprompter, anunciou Luther Vandross como vencedor e precisou ser corrigida ao vivo. Vandross foi um cantor e compositor de grande sucesso nos anos 1980 e 1990, mas faleceu em 2005.
Antes disso, Cher ainda havia sido surpreendida com um Prêmio pelo Conjunto da Obra, o que contribuiu para a confusão, transformada em um momento icônico. Após receber sua homenagem, a cantora saiu do palco, esquecendo de anunciar o prêmio e foi Trevor Noah precisou chamá-la de volta ao palco.
Trevor Noah também viralizou ao insistir para que Bad Bunny se apresentasse. Depois de várias tentativas frustradas, conseguiu arrancar apenas um trecho cantado, antes do artista reforçar que estava, sob acordo contratual, poupando a voz para o Super Bowl.
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O anúncio do prêmio na 68ª edição do Grammy Awards em Los Angeles foi recebido com aplausos no Crypto.com Arena, embora os artistas não estivessem presentes na cerimônia.
O álbum vencedor reúne versões ao vivo de clássicos como Reconvexo, Alegria, Alegria e Vaca Profana, além de homenagens à história da MPB e parcerias com compositores icônicos.
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O anfitrião da noite, Trevor Noah
Entre os pontos mais celebrados estiveram os discursos politizados, o reconhecimento a artistas veteranos como Joni Mitchell e Cher, a diversidade de gêneros musicais no palco e a força simbólica das vitórias de Bad Bunny e Kendrick Lamar. O público também reagiu com entusiasmo às performances ao vivo, menos coreografadas e mais focadas na musicalidade.
A politização da cerimônia também gerou críticas. O presidente Donald Trump reagiu publicamente a piadas feitas por Trevor Noah, ameaçando processá-lo e classificando o Grammy como “virtualmente impossível de assistir”. A duração excessiva do evento — com mais de seis horas somando pré-show e cerimônia principal — também foi alvo de reclamações nas redes.
Nos bastidores, chamou atenção o reencontro de Miley Cyrus e Pharrell Williams, além da participação surpresa de Regina King na performance de Tyler, The Creator. Outro marco histórico veio no pré-show: Steven Spielberg venceu seu primeiro Grammy e se tornou oficialmente um EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
Entre emoção, espetáculo e controvérsia, o Grammy 2026 confirmou sua vocação para refletir não só a música do momento, mas também o clima social e político de uma indústria em constante transformação.
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